Prefeita diz que não pode ser irresponsável com o orçamento e professores cobram reajuste para este ano

Foto: arquivo
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Após a Assembleia Geral da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) rejeitar, na noite de terça-feira (7), a proposta de reajuste salarial da prefeitura da Capital, o presidente da entidade, Gilvano Kunzler Bronzoni, afirmou que a categoria enviou ofício para o Executivo solicitando nova reunião.

Ao jornal O Estado, o representante dos docentes explicou que a proposta enviada pelo Executivo para apreciação dos magistrados dividia o percentual de 5,4% referente a recomposição do Piso Nacional do Magistério em três vezes, sendo duas parcelas pagas de 1,7% pagas em setembro e dezembro. Os 2% restantes seriam pagos apenas em janeiro de 2027, o que foi rejeitado pelos trabalhadores.

Embora aceite o parcelamento da recomposição para que se entre em um consenso de forma mais prática, a ACP requer que a totalidade seja paga ainda este ano.

“Nós estamos oficiando a prefeitura com o resultado da Assembleia, dizendo que houve a negativa e queremos trazer tudo para 2026”, afirmou.

O novo encontro entre as partes deve acontecer ainda hoje, dando continuidade ao processo de negociação.

Em entrevista coletiva na manhã de ontem, a prefeita da Capital, Adriane Lopes, afirmou que a gestão mantém um diálogo aberto com a ACP, porém, é preciso pensar no plano de equilíbrio fiscal que está em vigência na administração da cidade. O Executivo também está tratando as negociações de forma coletiva por meio de uma comissão.

“Hoje temos algumas restrições financeiras e temos um plano de equilíbrio fiscal, mas estamos investindo mais de 30% do orçamento na educação, mas não posso ser irresponsável com o orçamento público”, disse.

As negociações também estão sendo acompanhadas pela Câmara Municipal de Campo Grande.

Comissão de acompanhamento

Ainda durante a assembleia, a categoria votou favorável à criação de uma comissão formada por três professores eleitos pela própria base. O grupo será responsável por acompanhar o cumprimento dos compromissos assumidos e o andamento das negociações, garantindo ainda mais transparência e fortalecendo a participação direta dos trabalhadores nas tratativas salariais .

Por Ana Clara Julião e Ian Netto

 

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