Na disputa mais concorrida da eleição, Miglioli mantém nome no páreo para o Senado

Miglioli classificou a
situação de muitos précandidatos como “um
bom problema” - 
Foto: Inez Nazira/Arquivo
Miglioli classificou a situação de muitos précandidatos como “um bom problema” - Foto: Inez Nazira/Arquivo

Secretário ponderou que não tem vocação para disputas proporcionais

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, Marcelo Miglioli, afirmou nesta sexta-feira (13), durante o encontro “Café com Política”, que vê com naturalidade a disputa interna por uma das duas vagas ao Senado Federal e colocou seu nome à disposição do grupo político, caso entenda que pode contribuir com o projeto majoritário liderado pelo governador Eduardo Riedel (PP).

A corrida ao Senado já movimenta os bastidores e, dentro do PP, partido da senadora Tereza Cristina, o cenário é de forte concorrência. Três nomes disputam a indicação da legenda: os deputados Luiz Ovando (federal) e Gerson Claro (estadual), além do próprio Miglioli.

Questionado sobre como se posiciona em um grupo que reúne mais pré-candidatos do que vagas, o secretário classificou a situação como “um bom problema”. “O grande problema de um partido é quando ele não tem nomes. O nosso é um bom problema. Tem vários nomes competitivos, e não só do partido, mas da coligação que estamos construindo”, afirmou.

Segundo ele, o projeto central para 2026 é a reeleição de Riedel, e a definição da vaga ao Senado deve ocorrer dentro de um entendimento coletivo. “Eu trabalho para compor a chapa majoritária. Senado e vice, obviamente o vice-governador já está definido. Se eu tiver peso específico para ajudar o governador e o processo político, eu me coloco à disposição”, declarou.

O secretário admitiu que o Senado tem características que o atraem, e ainda ponderou que não tem vocação para disputas proporcionais. “Não é uma coisa que me atrai à eleição proporcional, que eu sei que muita gente gostaria de ver, acha que é um bom caminho, talvez até politicamente fosse, mas existe uma questão pessoal, eu tenho comigo que a pessoa só consegue desenvolver bem aquilo que ela ama fazer, aquilo que ela gosta de fazer. E eu não me sinto uma pessoa com farda para o parlamento. Mas o Senado é diferente, é quase um executivo, você trabalha em outro formato”, explicou.

O cenário, no entanto, se amplia para além do PP. No grupo aliado, o PL também articula nomes como o deputado estadual Capitão Contar, enquanto o PSD pode ter o senador Nelsinho Trad como candidato à reeleição, o que torna a disputa ainda mais restrita.

Sem demonstrar ansiedade, o secretário afirmou não ter “necessidade absurda” de disputar a eleição a qualquer custo. “A vida vai te amadurecendo. Eu sou muito feliz com o que eu faço. Não vou brigar para disputar uma eleição”, disse.

Caso confirme a pré-candidatura, Miglioli terá que deixar o comando da secretaria até o dia 4 de abril de 2026, conforme determina a legislação eleitoral para ocupantes de cargos no Executivo.

Ao final, ele reforçou sua visão sobre a política. “Desde que entrei efetivamente na política, em 2012, sempre pensei em criar adversários, porque se você não tem adversário, é uma ditadura. Eu sou um democrata convicto. Mas sem criar inimigos”, concluiu.

Marcelo Miglioli, atual secretário de Infraestrutura de Campo Grande e hoje filiado ao PP, acumula diferentes disputas eleitorais nos últimos anos. Em 2018, concorreu ao Senado pelo PSDB e não foi eleito. Em 2020, disputou a Prefeitura de Campo Grande pelo Solidariedade, também sem êxito. Já em 2022, tentou uma vaga na Câmara Federal pelo União Brasil, mas novamente não conseguiu se eleger.

Já no poder públicoo engenheiro já foi Secretário de Estado de Infraestrutura; Presidente do Conselho Administrativo da Sanesul; Presidente do Conselho Administrativo da MSGÁS; Presidente do Conselho Estadual das Cidades; antes de assumir a Infraestrutura de Campo Grande na gestão Adriane Lopes em novembro de 2023.

Por Brunna Paula

 

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