Lula diz que governo deve incluir dívidas do Fies em pacote contra endividamento

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente não detalhou como será a renegociação, mas afirmou que medida busca preservar acesso à educação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (10) que o governo federal estuda incluir estudantes com dívidas do Fies em um pacote de medidas voltado ao combate do endividamento no país.

A declaração foi feita durante a inauguração de uma unidade do Instituto Federal de São Paulo, em Sorocaba (SP). Segundo o presidente, a intenção é permitir que esses estudantes tenham condições de regularizar os débitos sem comprometer a formação profissional.

“Está aumentando o endividamento dos meninos do Fies. E nós vamos ter que colocar eles também na nossa negociação de endividamento”, disse. Ele acrescentou que a dívida não pode impedir a continuidade dos estudos: “A gente não pode tirar o sonho de um jovem que está devendo o seu curso universitário”.

Apesar do anúncio, Lula não explicou como deve funcionar a eventual renegociação.

Dados do Ministério da Educação indicam que, até outubro de 2025, cerca de 160 mil estudantes estavam com parcelas em atraso no programa, somando R$ 1,8 bilhão em dívidas.

Durante o discurso, o presidente voltou a defender o investimento em educação como estratégia para o desenvolvimento do país. “Não existe outra saída para o Brasil se desenvolver do que investir em educação”, afirmou.

Lula também comparou os custos entre manter um estudante e uma pessoa privada de liberdade. Segundo ele, um aluno de instituto federal custa cerca de R$ 16 mil por ano, enquanto um preso em unidade de segurança máxima pode custar até R$ 40 mil anuais.

O presidente ainda sugeriu que parlamentares utilizem recursos de emendas para ampliar a rede de ensino. A proposta, segundo ele, seria que deputados e senadores direcionassem parte dos valores para a construção de novas escolas, como forma de fortalecer a educação pública no país.

*Com informações da Agência Brasil

 

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