Habeas corpus de quatro investigados na Gutenberg serão julgados em 18 de agosto

Operação Gutenberg - Foto: Nilson Figueiredo/arquivo
Operação Gutenberg - Foto: Nilson Figueiredo/arquivo

Quatro investigados na Operação Gutenberg terão os habeas corpus analisados pelo Órgão Especial do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) em sessão virtual que começa no dia 21 de agosto. A pauta de julgamento foi publicada no Diário da Justiça desta quarta-feira (12), e inclui Gabriel Taquino de Paula, Matheus Oliveira Peixoto, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior e o empresário Heyder Bartz, que está foragido.

Conforme a publicação, a sessão eletrônica ordinária do Órgão Especial terá início às 7h do dia 21 de agosto e ficará aberta para votação até as 23h59 do dia 31. Os quatro aparecem como pacientes dos habeas corpus. Os outros 13 denunciados na Operação Gutenberg constam nos processos como interessados.

Ao todo, 17 pessoas se tornaram rés após o Juízo da 2ª Vara Criminal de Campo Grande receber a denúncia apresentada no âmbito da operação. Além dos quatro que terão os habeas corpus julgados, estão entre os denunciados Rossana Paroschi Jafar, Rhayane Souza Fanaia, Giovanni Paroschi Jafar, Olivia Paroschi Jafar, Felipe Paroschi Jafar, Francisco Anizio dos Santos, Ed Carlo Brito Burgatt, Jéssyca Duarte Burgatt, Joatan Gomes Peixoto, Valesca Thais Albuquerque Teixeira, Douglas Henrique Melo, Paulo Rogério de Melo e Inácio da Silva Espíndola.O processo tramita em sigilo.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o grupo é investigado por envolvimento em um esquema de corrupção que teria movimentado mais de R$ 27 milhões por meio de contratos suspeitos firmados com o poder público para aquisição de livros. Os denunciados respondem, conforme as acusações atribuídas a cada um, por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva.

A Operação Gutenberg foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em julho. Conforme relatado pela defesa de um dos envolvidos durante as audiências de custódia, a investigação teria começado ainda em 2022.

Parte dos investigados teve a prisão preventiva mantida após as audiências de custódia realizadas no Fórum de Campo Grande.

Agora, caberá ao Órgão Especial analisar o mérito dos habeas corpus apresentados em favor dos quatro investigados incluídos na pauta, enquanto os demais denunciados aparecem nos respectivos processos na condição de interessados.

Por Sarah Chaves

 

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