Em MS, MBL faz panfletagem em adesão a ato nacional contra Bolsonaro

Bolsonaro
Reprodução

Em MS, MBL faz panfletagem em adesão a ato nacional contra Bolsonaro

Frentes de esquerda não participam de nenhum ato e políticos do Protesto Estado vão à Paulista

Sem protestos, o Movimento Brasil Livre de Mato Grosso do Sul realizou panfletagem contra o presidente Jair Bolsonaro ontem (10), no centro de Campo Grande. O ato faz parte da mobilização do MBL em nível nacional que organiza manifestações amanhã (12) pedindo o impeachment do presidente. A senadora Simone Tebet (MDB) e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) participam de manifestações em São Paulo.

O grupo, que outrora era aliado de Bolsonaro, agora articula ir às ruas para pedir o afastamento dele, defesa de uma terceira via para eleições 2022 e ainda tenta superar as manifestações bolsonaristas de 7 de setembro.

Em Campo Grande, um dos organizadores do MBL-MS, Lucas Santos, afirmou que para não causar atritos ou correrem riscos, o movimento organizou grupo de 20 pessoas que colocaram duas faixas na Avenida Afonso Pena, e fizeram a panfletagem.

No impresso entregue aos motoristas, estava escrito que “Bolsonaro era um traidor” e que eles não apoiam nem ele nem Lula. “Resolvemos não fazer [manifestação], porque é notório que Bolsonaro e Lula rivalizam cerca de 60% a 80% do eleitorado do Estado. Então, vamos trabalhar na conscientização dessas pessoas.”
Líder estadual do MBL-MS, Aline Godoy Brandão disse que a atividade é um forma de conscientizar a população. Ela afirma que em breve o grupo trará manifestações e atos para o Estado.

“A panfletagem tem servido de instrumento de conscientização da população sobre a pauta, o Movimento está realizando em todo o país. Está será a primeira manifestação que o Movimento chama propondo o impeachment do Bolsonaro, então há uma readequação até mesmo do perfil do público das demais que já fizemos. Estamos em fase de agrupar pessoas que como nós, são de direita, não aceitaram os desmandos dos governos petistas, mas também não estão satisfeitos com a gestão Bolsonaro.”

Protestos

Os protestos desse domingo estão confirmados para acontecer em dez capitais do Brasil e o movimento Vem Pra Rua também mobiliza simpatizantes. Em São Paulo, os atos ocorrem na Avenida Paulista.
O MBL e o Vem pra Rua convidaram, entre outros, a senadora Simone Tebet (MDB) e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Os dois confirmaram ao jornal O Estado que participam da atividade na Avenida Paulista.

A senadora disse que o que a motiva a participar é a defesa da democracia. Em 1984, foi às ruas pelas Diretas Já. Na época, tinha 14 anos. “Nunca imaginei que veríamos esse retrocesso 35 anos depois. É inadmissível. Quando a democracia corre um mínimo risco, ninguém que tenha mandato público pode se omitir”, disse a senadora Simone Tebet.

Mandetta afirma que agendou o comparecimento no ato há algumas semanas, antes mesmo dos manifestos em 7 de setembro. Ele que vem levantando a bandeira contra a polarização entre Lula e Bolsonaro mais uma vez afirmou sobre a importância da união para a democracia. “Acho que tem diversas maneiras de olhar o Brasil. Temos de falar claramente sobre o que significa a democracia e deixar as pessoas saberem qual é a nossa posição. Podem ir mil pessoas ou dez, mas vou estar lá e participarei com este objetivo.”

Também são esperados o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e o ex-candidato à Presidência pelo Novo João Amoedo. Todos eles são cotados para concorrer à sucessão de Bolsonaro na tentativa de se romper a polarização entre o atual presidente e o ex-presidente Lula (PT). Líder do MBL, o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) acredita que os atos do Dia da Independência deixaram Bolsonaro “mais perto da cadeia”.

Sem adesão da esquerda

Santos explica que o MBL-MS não procurou as frentes de esquerda para tentar se unir e mostrar força nas ruas, a exemplo do MBL nacional, que tentou atrair os partidos de centro e centro-esquerda para os atos. “Não, não abrimos diálogo. Nem daqui para lá e nem de lá para cá. Em SP apenas PT, PSOL e CUT não estão apoiando.”

O presidente do PT-MS, Vladimir Ferreira, também afirmou que o partido não integra protestos no Estado. “Não tivemos nenhum encaminhamento neste sentido”.

A CUT-MS (Central Única dos Trabalhadores de MS) segue a orientação da Central nacional e não integra quaisquer atos. A direção da CUT divulgou um comunicado afirmando que “o ato foi convocado por grupos de direita, como MBL e Vem Pra Rua, que contribuíram com o golpe de 2016, que foi contra o Brasil e os brasileiros, e que culminou com a eleição de Jair Bolsonaro. Desde então, além das crises social, econômica e sanitária, a classe trabalhadora vem sofrendo uma série de ataques contra seus direitos”.

No aviso à imprensa, a direção da Central reforça seu compromisso com a pauta da classe trabalhadora, por empregos de qualidade, salário e renda.

Andrea Cruz

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