Cristiane Schmidt, presidente da MSGÁS, é escolhida para atuar na campanha presidencial de Caiado

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O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) convidou a economista Cristiane Schmidt para ser sua porta-voz na área econômica e coloborar com seu plano econômico de governo.

A economista é presidente da MSGÁS, companhia de gás do estado de Mato Grosso do Sul, e vai integrar a campanha em cerca de dez dias.

Ela foi secretária de Economia (Fazenda, Orçamento e Planejamento) de Goiás de 2019 a 2023, durante a gestão de Caiado, período de recuperação das contas do estado e ampliação de recursos para as áreas social, educação, segurança pública e saúde.

O convite foi feito na semana passada, segundo pessoas a par do tema. Por meio da sua assessoria de campanha, o ex-governador confirmou à reportagem o convite para a ex-secretária colaborar com o plano econômico.

O ex-deputado federal e ministro do governo Fernando Henrique Cardoso, Roberto Brant, está à frente da coordenação do plano de governo do presidenciável e já disse à Folha de S.Paulo que pretende marcar diferenças claras na economia em relação ao governo do PT.

De perfil liberal, Schmidt se reuniu em Brasília, no início de julho, com o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, e sua coordenadora de economia na campanha, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques.

Havia a expectativa de que Schmidt integrasse a campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. As duas eram chamadas na campanha do PL de “damas de ferro” na economia. Mas Caiado convenceu a presidente da MSGÁS a colaborar com o seu time. Antes disso, ela precisa terminar alguns compromissos na empresa que preside.

Schmidt tem mestrado e doutorado em economia pela EPGE (Escola Brasileira de Economia e Finanças) da FGV (Fundação Getulio Vargas) e foi pesquisadora visitante da Universidade de Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos.

No setor público, foi secretária-adjunta da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, de 2000 a 2003, e conselheira do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), de 2015 a 2018, além de economista sênior para o Banco Mundial para temas sobre a reforma tributária do consumo, aprovada em dezembro de 2023.

No setor privado, foi também gerente-geral de Assuntos Corporativos da Embratel, economista do Ibre/FGV e do Itaú Asset.

Em entrevistas recentes falou do problema brasileiro de baixo crescimento, queda da produtividade e reduzido investimento. Tem também alertado para o crescimento acelerado da dívida pública em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e as burlas no arcabouço fiscal, a regra fiscal em vigor, via exceções fora da meta fiscal.

 

Por ADRIANA FERNANDES FOLHAPRESS

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