Após o anúncio de que a Câmara Municipal de Campo Grande já tem 24 assinaturas, mais que o dobro das necessárias para abrir a CPI (Comissão de Inquérito Parlamentar), alguns vereadores que não aparecem entre os assinantes, revelaram que ainda vão aderir ao requerimento que pede a investigação. São eles Prof. Juari (PSDB), Clodoilson Pires (Podemos), Delei Pinheiro (PP) e Wilson Lands (Avante) que estavam em outros compromissos na data da formalização.
Já com relação a Beto Avelar (PP), líder da prefeita na Casa de Leis, quaçquer ato contrário aos interesses da administração municipal não pode ser firmado sem autorização da chefe do Executivo
Os demais vereadores, já citados não estiveram na reunião que formalizou as assinatuas, mas comunicaram às respectivas bancadas que também procurarão a presidência da Câmara para assinar o requerimento, que já se encontra sob apreciação da Mesa Diretora que aguarda parecer da Procuradoria Jurídica, para emitir o ato de constituição oficial do grupo investigativo, definindo a composição dos membros, relatoria e presidência com base na proporcionalidade partidária do Legislativo municipal.
Na última semana, os vereadores aprovaram requerimento convocando o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, para comparecer à sessão ordinária do dia de 20 de outubro e prestar esclarecimentos sobre a operação tapa-buraco.
A discussão avançou em meio à pressão de moradores e vereadores por respostas sobre a situação das ruas da Capital. O documento reúne seis pontos a serem apurados, entre eles a falta de respostas da administração municipal às reclamações da população, os prejuízos provocados pelos buracos, a redução dos investimentos, as suspeitas de corrupção e a ausência de resposta da Prefeitura a um requerimento aprovado pelo Legislativo.
Um dos principais argumentos apresentados no pedido é a redução dos recursos previstos para a modernização e a requalificação das vias urbanas. Conforme o documento, a Lei Orçamentária Anual de 2025 destinou mais de R$ 132 milhões ao projeto. Para 2026, a previsão caiu para pouco mais de R$ 40 milhões, uma redução próxima de 70%.
O pedido de CPI também menciona investigações do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) relacionadas aos contratos de tapa-buraco. Segundo o documento, o órgão apura 12 ações de improbidade administrativa relacionadas ao serviço na Capital, além de uma ação criminal sob sigilo nas Promotorias de Justiça do Patrimônio Público.
O requerimento cita ainda a Operação Buraco Sem Fim, que investigou suspeitas de fraudes em contratos, incluindo possíveis manipulações de medições para receber pagamentos por serviços executados parcialmente ou não realizados.
Por Sarah Chaves
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