A Câmara Municipal de Campo Grande analisa nesta terça-feira (18) quatro projetos e um veto do Executivo durante a sessão ordinária. Entre os principais itens da pauta estão a abertura de R$ 307 mil em créditos adicionais, a proposta de tombamento das tradicionais barracas de Anhanduí e a discussão sobre regras para isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para famílias de baixa renda.
Em primeira discussão, dois projetos enviados pela Prefeitura autorizam os créditos. Um deles prevê R$ 207 mil para a Agereg (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados), destinados a despesas de uma parceria com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para o projeto de Monitoramento Hidrometeorológico de Campo Grande.
O outro direciona recursos ao Fundo Municipal de Meio Ambiente para despesas com o PIS/Pasep. As medidas, segundo o Executivo, são necessárias para adequações no orçamento de 2026.
Também será analisada a proposta dos vereadores André Salineiro (PL) e Professor Juari (PSDB) que prevê o tombamento das barracas instaladas às margens da BR-163, em Anhanduí. Os estabelecimentos, conhecidos pela venda de doces, conservas, pimentas e produtos artesanais, seriam reconhecidos como bens culturais de interesse histórico, social e econômico. A discussão ganhou força com as obras de duplicação da rodovia, diante do receio dos comerciantes de perderem os pontos onde trabalham e tiram o sustento das famílias.
Em segunda discussão, os vereadores ainda analisam o projeto que cria o “Cordão AVC Estrela”, destinado a facilitar a identificação de pessoas que sofreram acidente vascular cerebral. A pauta inclui também o veto total da Prefeitura à proposta que altera as regras de isenção do IPTU para famílias de baixa renda. O texto busca evitar que moradores percam o benefício apenas por causa da atualização do valor venal do imóvel, mas o Executivo aponta impedimentos técnicos, jurídicos, operacionais e fiscais para a medida.
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