Soltura do investigado ocorre 10 dias após ser detido pelo crime
Nesta quinta-feira (24), foi solto por falta de provas, o técnico de enfermagem suspeito de estuprar uma paciente internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
O advogado que defende o investigado, Matheus Monte Morandi se manifestou sobre a soltura e alegou falta de provas “A prisão, ela teve o único objetivo, que foi preservar as investigações, em razão da antecipação de provas feita pela defesa, a imparcialidade das investigações, no qual está chegando o entendimento, pela ausência de indícios de provas de autoria imaterialidade para o cometimento do delito, e também por boa parte da investigação já ter sido concluída.”, pontuou.
Monrandi ainda completou que o procedimento seguiu os trâmites legais ” então a soltura dele se deu em razão do andar natural do processo, no qual a defesa já esperava, e tudo indica, se continuar as coisas caminhando pelo qual elas estão, será comprovada a inocência desse técnico de formagem, que está sendo injustamente acusada, essa barbaridade, ainda na fase de inquérito policial.
A defesa sustenta que o técnico de enfermagem nega o crime desde o início e afirma que ele não estava no quarto da paciente no horário relatado pela investigação. Segundo Morandi, a UTI conta com equipe de profissionais e o investigado não seria o responsável direto pelo leito da paciente. “Ele fala da inocência desde o início. Pelo horário narrado, ele não estava na área da UTI e nenhum profissional fica sozinho no setor. Acreditamos que, ao final das investigações, a inocência dele será comprovada”, afirmou.
O advogado também disse que a defesa irá respeitar o sigilo do inquérito e não comentou detalhes sobre exames e provas que fazem parte da investigação. O caso continua sendo apurado pela Polícia Civil.
Denúncia levou ao afastamento do profissional
A investigação começou após a denúncia de que o técnico de enfermagem teria cometido abuso sexual contra uma paciente de 27 anos enquanto ela estava internada na UTI do Hospital Regional. A prisão foi cumprida no dia 14 de julho, quatro dias após a denúncia chegar às autoridades.
Após tomar conhecimento do caso, o HRMS informou que afastou o profissional das atividades assistenciais e instaurou uma sindicância interna para apurar a situação. A unidade afirmou ainda que prestou suporte à paciente e aos familiares e que permanece colaborando com as investigações.
Na época, após o caso, a paciente foi transferida para outra unidade de saúde. Segundo familiares, após a saída do Hospital Regional, ela apresentou melhora no descanso, conseguindo dormir.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue sob sigilo para preservar a vítima e o andamento das diligências. O procedimento ainda não foi concluído.
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