A Corregedoria-Geral da Polícia Civil oficializou nesta segunda-feira (17) o afastamento compulsório do médico-legista Robson Roosevelt Ferreira Aguilar, preso na segunda fase da Operação Auditus, que investiga suspeitas de fraudes em contratos de serviços médicos da Prefeitura de Nioaque.
A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, tem efeito retroativo a 13 de agosto, data da prisão preventiva do servidor. Durante o afastamento, Robson terá a arma, a carteira funcional e outros bens públicos recolhidos, além dos acessos aos sistemas da Polícia Civil, como Sigo e Infoseg, suspensos.
A Corregedoria também informou que os fatos apurados na investigação serão analisados em procedimento disciplinar. A Polícia Científica já havia esclarecido que a prisão não tem relação com a atuação dele como perito oficial forense.
Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a investigação aponta suposto direcionamento de contratos, pagamentos por serviços que não teriam sido realizados e desvio de recursos públicos.
O Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) afirma que 83% dos exames e consultas pagos pela Prefeitura de Nioaque entre 2022 e 2025 teriam sido simulados por meio de documentos falsificados, com prejuízo estimado em cerca de R$ 4 milhões aos cofres públicos. Robson e Bianca Fernandes Leite Aguilar, proprietários da Prontomed Clínica Médica, são apontados como supostos financiadores do esquema.
A segunda fase da operação cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em cinco cidades de Mato Grosso do Sul. A investigação também identificou aumento de 1.713% nos gastos da Prefeitura de Nioaque com serviços médicos entre 2022 e 2025. Após audiência de custódia realizada no sábado (15), Robson permaneceu preso, já que a detenção ocorreu por ordem de prisão preventiva.
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