Investigação apontou seis envolvidos em fraude que usava dados de advogados reais para convencer vítimas a fazer transferências bancárias
Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou um esquema de fraude eletrônica conhecido como golpe do “falso advogado”, usado para enganar vítimas e obter transferências bancárias com base em processos judiciais reais. A apuração contou com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com diligências realizadas nas cidades de Dourados e Juti.
No golpe, os envolvidos entram em contato com a vítima por aplicativos de mensagens e se apresentam como o advogado responsável por um processo judicial verdadeiro. Usando o nome e a foto do profissional real, afirmam que existem taxas ou valores urgentes a serem pagos para a liberação ou conclusão da ação.
No caso investigado, uma pessoa idosa foi convencida a fazer transferências para contas ligadas ao grupo. Após o primeiro pagamento, ainda houve uma tentativa de obter um segundo repasse, de valor maior, mas a fraude acabou descoberta.
Durante as apurações, também foi identificado que parte das mensagens usadas no golpe foi enviada de dentro de um presídio em Dourados, indicando que o esquema continuava sendo articulado mesmo com um dos envolvidos já preso.
As investigações apontaram ainda a participação de uma advogada, regularmente inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil, que teria atuado na movimentação financeira e na tentativa de ocultar a origem dos valores obtidos com a fraude.
Ao todo, seis pessoas foram identificadas como participantes do esquema. Somadas, as penas previstas para os crimes investigados podem chegar a 26 anos de prisão.
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