Erismar Plácido Ferreira, de 34 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (9) após ser atingido com uma facada no peito durante uma discussão com a esposa, Nathaly, de 24 anos, em Rio Verde, a 203 quilômetros de Campo Grande. O caso aconteceu em um bar localizado na Avenida Euclides Góes, às margens da BR-163.
A Polícia Militar foi acionada por uma equipe do Samu, que informou sobre um homem ferido por arma branca e caído na rua. Quando os policiais chegaram ao local, os socorristas já haviam constatado a morte de Erismar. Nathaly permanecia no estabelecimento e contou aos militares que havia golpeado o marido durante uma nova discussão.
Segundo o boletim de ocorrência, horas antes do crime, o casal havia discutido e entrado em confronto físico. Nathaly chegou a procurar a Polícia Militar para denunciar o companheiro por violência doméstica. Ela relatou que Erismar tinha comportamento abusivo e tentava controlar seus contatos, inclusive impedindo que conversasse com familiares e outras pessoas. Duas testemunhas também disseram ter ouvido os pedidos de socorro da mulher e presenciado as agressões, intervindo para ajudá-la.
Após a primeira ocorrência, Erismar deixou o local e não foi encontrado durante as buscas. Nathaly foi encaminhada ao Hospital Municipal, onde recebeu atendimento e passou por exame de corpo de delito. Mais tarde, acompanhada por duas amigas, ela foi até um bar. Conforme a versão apresentada aos policiais, Erismar apareceu no estabelecimento e iniciou outra discussão. Nathaly afirmou que estava com uma faca e o atingiu no peito depois que ele se aproximou de maneira agressiva. Ela alegou ter agido para se defender.
Ferido, Erismar saiu do bar e caminhou até a via pública, onde caiu e morreu antes de receber atendimento médico. A área foi isolada pela Polícia Militar para o trabalho da perícia, enquanto equipes da Polícia Civil fizeram os levantamentos e recolheram vestígios. Nathaly foi presa em flagrante e levada para a delegacia. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá esclarecer a dinâmica da morte e analisar as circunstâncias apresentadas pela mulher, incluindo a alegação de legítima defesa.
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