Regina Ramires, mãe do bebê de cinco meses assassinado durante um ataque dentro de casa, morreu nesta segunda-feira (31), um dia após o crime em Aral Moreira, a 397 quilômetros de Campo Grande. Ela havia sido socorrida em estado grave depois de ser atingida por uma foice.
A morte foi confirmada pela polícia nesta manhã. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a causa da morte nem sobre quais partes do corpo da vítima foram atingidas.
O ataque aconteceu por volta das 2h de domingo (30), na residência da família. Conforme o boletim de ocorrência, Rafael Romero Escobar teria invadido o imóvel e atacado Regina e o bebê usando uma foice. O objeto foi apreendido pelas autoridades e apresentava vestígios de sangue.
Durante o ataque, uma criança de cinco anos que também estava na casa conseguiu fugir para uma área de matagal. Depois, procurou ajuda de moradores, que acionaram a Polícia Nacional do Paraguai. Regina recebeu os primeiros atendimentos do Corpo de Bombeiros e foi encaminhada em estado grave para uma unidade hospitalar em Coronel Sapucaia.
Por se tratar de uma região de fronteira com o Paraguai, agentes paraguaios participaram do atendimento inicial e ajudaram a preservar o local até a chegada das equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul.
Suspeito teria falado em vingança
Segundo informações registradas pela polícia, Rafael mora nas proximidades da residência e teria admitido o ataque a populares, afirmando que agiu por vingança.
A principal suspeita é de que o crime tenha sido motivado por um desentendimento anterior entre o suspeito e o marido de Regina, pai do bebê. A discussão estaria relacionada a uma motocicleta que supostamente teria sido incendiada.
O pai da criança chegou à residência depois do ataque. De acordo com a polícia, ele apresentava sinais de embriaguez e afirmou que não havia presenciado o crime.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Aral Moreira e continua sendo investigado. Com a confirmação da morte de Regina, a polícia deverá atualizar o enquadramento do caso, que inicialmente era tratado como homicídio qualificado por motivo fútil e tentativa de homicídio.
As circunstâncias do ataque, a motivação e a participação do suspeito ainda serão esclarecidas pela investigação.
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