Preço dos alimentos faz população mudar hábitos de compras

Mercado
Fotos: Valentin Manieri
Por Camila Farias – Jornal O Estado de MS
Mais uma vez, a comida puxou a alta da inflação na Capital, afetando a renda dos consumidores

O aumento no preço dos alimentos, ocasionado pela inflação, que atingiu a marca de 12,85% nos últimos 12 meses, passou a pesar ainda mais no orçamento do consumidor. Com isso, a população campo-grandense precisou mudar hábitos na hora da compra, para tentar se livrar do impacto.

A equipe de reportagem do jornal O Estado conversou com algumas pessoas, que optaram por deixar de lado o poder de escolha, presando pelo valor mais barato, em vez de produtos de marcas.

Para a dona de casa Elza Iolanda, de 53 anos, a diminuição dos itens foi a solução encontrada, além de observar sempre o menor preço dos produtos que são colocados no carrinho. “Agora eu compro sempre o mais em conta mesmo e só o que eu preciso”, afirmou.

Com o carrinho quase vazio, a diarista Adriana Valério, de 49 anos, explicou que nem mesmo com a troca de itens e a escolha de outras marcas tem resolvido o problema para baixar o valor das compras.

“Geralmente estou trocando os itens. Mas, mesmo assim, se vai trocar a carne pelo frango, está quase o mesmo preço, o ovo R$ 17, R$ 20, está muito caro. Eu troquei 99% as marcas também, estou levando as mais baratas, as marcas mais conhecidas no meu carrinho nem existem mais”, pontuou.

O aposentado Alberto Quadros, de 58 anos, conta também que a mudança começa já na hora de olhar os produtos, deixando de lado as marcas famosas e dando prioridade aos valores. “Em vez de marca, eu compro por preço. Decidi deixar as marcas famosas de lado e dar preferência ao preço menor. Nós deixamos de comprar algumas coisas com frequência, mas não deixamos de consumi-las, só diminuímos a quantidade”, comentou o aposentado.

Para a dona de casa Cleonice Antunes, de 67 anos, a diminuição das compras tem sido uma boa alternativa. Mas a questão da troca das marcas não é uma opção, já que para ela é mais vantajoso comprar uma marca de confiança do que apenas a mais barata.

“Eu tinha aquela mania de comprar para um mês inteiro e hoje não vale mais a pena, tentei diminuir a quantidade de idas ao mercado, mas a troca das marcas é uma vez ou outra que eu faço”, ressaltou.

Inflação

Somente no mês passado, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 1,21%, sendo 0,52 ponto percentual abaixo da taxa de março, que foi de 1,73%. Campo Grande ocupou a terceira posição da maior variação mensal.

Em primeiro está Rio de Janeiro (1,39%) e Aracaju (1,36%). Os principais destaques estão no preço de batata-inglesa (40,08%), leite longa vida (7,23%) e cereais, leguminosas e oleaginosas (4,47%).

Já o acumulado de 12,85%, dos últimos 12 meses, ficou acima dos 9,22% observados no mesmo período anterior. Conforme informações repassadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ao jornal O Estado, o tomate teve o maior acúmulo em um ano, de 177,64%. Em seguida está o repolho (176,34%), legumes em geral (89,63%) e batata (82,27%).

De acordo com o economista Eugênio Pavão, a inflação significa a alta sustentada e generalizada de preços, o que afeta principalmente os mais pobres e reduz o poder de compra dos consumidores.

“Na troca de marcas e substituição por produtos de menor qualidade, que o indivíduo faz para manter seu bem-estar, como diz respeito a alimentos, existe a perda financeira, redução da quantidade e perda na qualidade da nutrição” declarou o economista.

Pavão observa ainda que os alimentos passaram a pesar mais na renda familiar, impactando o consumo e o pagamento de outros bens e serviços.

Fala, Povo – O que tem feito para economizar diante dos altos preços?

“Decidi deixar as marcas famosas de lado e dar preferência ao preço menor”, diz o aposentado Alberto Quadros, 58 anos.

Adriana Valério, 49 anos, é diarista e ressalta que está priorizando marcas mais acessíveis. “Estou levando as mais baratas, as marcas mais conhecidas no meu carrinho nem existem mais.”

“Tentei diminuir a quantidade de idas ao mercado”, destaca Cleonice Antunes, 67 anos, dona de casa.

“Agora eu compro sempre o mais em conta e só o que eu preciso”, explica a dona de casa Elza Iolanda de 53 anos.

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