“E o salário, ó…”: com pequeno alívio, preço da cesta básica cai 1,26% em Campo Grande

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Foto: Xuxa/Procon MS

O custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em nove cidades brasileiras, mas uma delas não foi Campo Grande. Na capital de Mato Grosso do Sul, a queda atingiu menos 1,26%, fechando em R$ 645,17 no mês de novembro. Mesmo com o pequeno alívio, Campo Grande continua em sexto lugar no ranking.

Os números foram verificados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) sobre o mês passado e divulgados no dia de hoje (7). Na análise, as altas ainda dominam: Florianópolis (R$ 710,53), São Paulo (R$ 692,27), Porto Alegre (R$ 685,32), Vitória (R$ 668,17) e Rio de Janeiro (R$ 665,60) continuam no “top 5” das cestas mais caras do país.

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Com a alta nos preços, calculadora virou item obrigatório a quem busca economizar na hora da compra. Foto: Divulgação/Procon MS

As maiores variações mensais foram registradas nas regiões Norte e Nordeste. Em Recife, por exemplo, o preço da cesta ficou 8,13% mais cara, ficando na frete de Salvador (3,76%), João Pessoa (3,62%), Natal (3,25%), Fortaleza (2,91%), Belém (2,27%) e Aracaju (1,96%).

O estudo levou em consideração os preços em 17 capitais brasileiras. No acumulado de janeiro a novembro deste ano, todas elas registraram algum percentual de alta ao longo de 2021. Já no quesito salário mínimo, o Dieese estima que o piso necessário para que uma família brasileira se mantenha dignamente no país deveria ser R$ 5.969,17, o que corresponde a 5,42 vezes o piso nacional vigente, que é de R$ 1.100,00.

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Apesar da queda, o “queridinho” arroz continua a assustar na prateleira o consumidor distraído. Geraldo Magela/Agência Senado

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Dos treze itens na “listinha de compras” que compõem os alimentos essenciais na mesa do brasileiro, três ficaram mais caros no comparativo de outubro/novembro deste ano, segundo o Dieese: café em pó, açúcar e o óleo de soja. Incrivelmente, o feijão, arroz agulhinha, leite integral  e a carne bovina de primeira tiveram redução no preço encontrado nos supermercados.

O recuo no valor do leite e da carne em Campo Grande, por exemplo, foi de 3,12% e 2,19%, respectivamente. Entretanto, o “susto” continua para o cliente distraído que busca pela economia na compra de mês.

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