Indústria concentra 45% dos empregos ligados ao agronegócio em Campo Grande

Foto: Adelino Vargas / Senar MS
Foto: Adelino Vargas / Senar MS

Levantamento da Funtrab aponta 22,5 mil vínculos formais relacionados à cadeia do agro na Capital, sendo 71,8% em atividades fora da produção rural

A indústria concentra 45,4% dos empregos formais ligados ao agronegócio em Campo Grande, segundo levantamento do Observatório do Trabalho de Mato Grosso do Sul, da Funtrab (Fundação do Trabalho). Os dados, referentes a 31 de dezembro de 2025, mostram como a cadeia do agro ultrapassa a produção rural e movimenta diferentes setores da economia da Capital.

Ao todo, Campo Grande contabilizava 22.521 vínculos formais relacionados à cadeia do agronegócio. O número representa 6,94% dos 324.441 empregos formais registrados no município no período.

Do total de postos ligados ao agro, 10.226 estavam na indústria, o equivalente a 45,4%. O comércio aparece na sequência, com 5.834 vínculos, enquanto o setor produtivo concentrava 6.354 empregos, ou 28,2% do total.

Considerando indústria, comércio e serviços, 16.167 trabalhadores, cerca de 71,8% dos vínculos relacionados ao agronegócio, estavam empregados em atividades fora da produção primária.

O levantamento considera 249 subclasses da CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), abrangendo atividades que vão desde a produção agropecuária até segmentos de agroindústria, comércio e serviços relacionados à cadeia do agronegócio.

Entre as ocupações com maior presença estão alimentador de linha de produção, trabalhador na produção de mudas e sementes, trabalhador de extração florestal, motorista de caminhão, atendente de lojas e mercados, trabalhador agropecuário e assistente administrativo.

Para o superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, os números mostram que as oportunidades geradas pelo agronegócio estão distribuídas por diferentes áreas profissionais.

“Quando falamos em oportunidades no agro, precisamos olhar para toda a cadeia. O setor começa no campo, mas movimenta a indústria, o transporte, o comércio, a tecnologia, a gestão e uma série de serviços”, destacou.

A expansão das atividades também aumenta a demanda por qualificação profissional. Em Campo Grande, o Senar/MS registrou mais de 3,8 mil certificados emitidos em ações de Formação Profissional Rural e Promoção Social durante 2025. Em 2026, o número já ultrapassa 2,1 mil.

Na formação técnica, 210 profissionais já foram formados em cursos realizados em parceria com o Sindicato Rural de Campo Grande. Atualmente, nove turmas estão em andamento em áreas como Agronegócio, Zootecnia, Segurança do Trabalho e Florestas.

Os dados reforçam a participação do agronegócio na economia urbana de Campo Grande, onde a cadeia produtiva se conecta a fábricas, empresas de transporte, estabelecimentos comerciais, escritórios e serviços especializados. Aos 127 anos, a Capital mantém uma relação econômica com o agro que vai muito além das áreas rurais e alcança milhares de trabalhadores em diferentes profissões.

 

Confira as redes sociais do Estado Online no Facebook Instagram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *