Estado ganhou cerca de 20 mil empregados no trimestre encerrado em junho, enquanto número de trabalhadores informais recuou para 422 mil; índice é o terceiro menor entre as unidades da Federação
Mato Grosso do Sul registrou avanço no número de empregados e redução da informalidade no segundo trimestre de 2026. Segundo dados da PNAD Contínua, o contingente de empregados chegou a 1,047 milhão de pessoas no trimestre móvel encerrado em junho, cerca de 20 mil a mais que no período anterior.
O crescimento foi de 1,94% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, quando o Estado tinha aproximadamente 1,027 milhão de empregados.
Do total registrado no período, 733 mil trabalhadores estavam no setor privado, 233 mil no setor público e 82 mil exerciam trabalho doméstico.
Emprego formal cresce no setor privado
Entre os trabalhadores do setor privado, o número de empregados chegou a 733 mil, alta de 3,5% em relação ao mesmo trimestre de 2025, quando eram 708 mil.
O emprego com carteira assinada também apresentou avanço. O contingente passou de 583 mil para 594 mil trabalhadores entre os dois últimos trimestres, crescimento de 1,9%.
Já o número de empregados sem carteira assinada caiu de 143 mil para 139 mil pessoas, redução de 2,8%.
No setor público, o número de empregados passou de 218 mil no trimestre anterior para 233 mil no trimestre encerrado em junho, alta de 6,9%. Na comparação anual, porém, o contingente permaneceu estável.
Informalidade recua em Mato Grosso do Sul
A taxa de informalidade em Mato Grosso do Sul caiu para 29,2% no segundo trimestre de 2026. O Estado tinha 422 mil pessoas ocupadas em condições de informalidade, três mil a menos que no trimestre anterior.
Com o resultado, Mato Grosso do Sul apresentou a terceira menor taxa de informalidade entre as unidades da Federação, atrás apenas de Santa Catarina, com 25,4%, e do Distrito Federal, com 28,7%.
Entre os trabalhadores por conta própria sem CNPJ, o contingente caiu de 206 mil para 203 mil pessoas. Também houve redução entre empregados do setor privado sem carteira assinada, de 143 mil para 139 mil.
Por outro lado, aumentou o número de trabalhadores domésticos sem carteira, de 54 mil para 55 mil, e de empregadores sem CNPJ, que passaram de 13 mil para 16 mil pessoas.
Rendimento médio fica em R$ 3,8 mil
O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.840 no segundo trimestre de 2026. O valor foi considerado estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior, quando estava em R$ 3.866.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o rendimento médio era de R$ 3.715, também não houve variação estatisticamente significativa.
Considerando apenas o rendimento do trabalho principal, a média ficou em R$ 3.731. Mato Grosso do Sul ocupou a nona posição entre os estados nesse indicador.
Os dados também mostram diferença de rendimento entre homens e mulheres. Em média, os homens receberam R$ 4.165, enquanto as mulheres tiveram rendimento de R$ 3.172.
A escolaridade também aparece como fator de diferença salarial. Trabalhadores com ensino superior receberam, em média, R$ 6.264, mais que o dobro dos profissionais com ensino médio completo, que tiveram rendimento médio de R$ 3.122.
Os números integram a PNAD Contínua, levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que acompanha o mercado de trabalho no país.
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