Conheça a trilogia da Netflix: Rua do Medo

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Durante as três últimas sextas-feiras (2,9 e 16) a espera na maior plataforma de streaming era pela adaptação da Rua do Medo (1994, 1978 e 1666). A Netflix apresentou centenas de referências do horror, do terror e do suspense nesta triologia original. Há elementos de Lovecraft, King, Anne Rice, Bram Stoker e tudo que já foi feito, além de filmes como Jason, Sexta-Feira 13, Bruxa de Blair, Pânico, Lenda Urbana e Eu sei o que vocês fizeram no Verão passado. Tudo transitando entre a correria, a reflexão e um escorrer sangrento.

Há sangue, mortes brutais, sexo, ideologia, bruxas, zumbis e pacto com o diabo. É entretenimento certo com o machismo, o paternalismo e a condescência permeando todas as tramas, inclusive com um “final feliz” no último filme. Porém, a protagonista lésbica traz a politização de gênero permeada com liberdade e autoritarismo social.  Não é à toa que muitos filmes originais da netflix concorrem a premiações, mesmo nem sempre focados em darem reflexões, mas – nestes casos da Rua do Medo – a busca de culpados e a ambição sem limites acabam por serem o centro do desenvolvimento dos personagens que crescem no decorrer de cada filme se revelando e mudando.

mudanças

As mudanças sociais em cada filme deixam a crítica evidência que o comportamento social apenas se adaptou e segue tornando os indivíduos em seu livre arbítrio condescendentes a sobrevivência na sociedade do vale-tudo para se manter vivo, até esconder ou disfarçar a própria identidade para dar continuidade ao poder no sangrento custe o que custar rendendo mundos para psicólogos.

A pressão psicológica no segundo filme no acampamento por afirmações de identidade, rebeldia, raiva e fuga tanto criam dúvidas quanto relações levando ao primeiro filme e para a continuação com tênues surpresas para os personagens e para nós, querendo entender tudo.

terapia

É quase uma terapia de regressão onde a repressão à mulher se mantém ao que foi criado no que se espera dela onde as escolhas estão presas às divisões sociais e de gênero como muita submissão. A protagonista vai o tempo todo tentar viver seu amor endemoniado e unir sua família. 

Obviamente há desvios e equívocos no ponto de vista das fluidez dos filmes, mas tudo fica bem amarrado como todas as alegorias, incluindo que, às vezes é preciso arrancar os olhos para ver, estão presentes  reforçando o abismo social e a manipulação do poder. Assistam! Tirem suas próprias conclusões! Vale lembrar que neste caso de sucesso, não deve haver cancelamentos.

Os filmes são inspirados nos livros homônimos de R. L. Stine e provavelmente vem mais por aí.

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