Bolsonaristas celebram mil dias e indicam que não existe corrupção

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Oposição não pensa da mesma forma e tece críticas ferrenhas ao presidente

Políticos de Mato Grosso do Sul divergem quando o assunto é avaliar o desempenho do presidente Jair Bolsonaro em mil dias de gestão. Ontem (27), o chefe do Executivo comemorou a data e apoiadores do Estado reforçaram que o país está “há mil dias sem corrupção”. Porém, opositores querem governo atuante, longe de crises institucionais e soluções para problemas como alta da inflação e desemprego.

Para o deputado estadual Coronel David, a data é significativa. “Mil dias de um governo sério, honesto e trabalhador. Mil dias sem corrupção, de entregas aos brasileiros e de um governo constitucional, eficiente e fraterno”, disse.

O deputado estadual Capitão Contar (PSL) diz que o país avançou com a nova gestão e que mudanças já são sentidas. “Estamos avançando. São mil dias de trabalho pelo Brasil e luta pela liberdade dos brasileiros. Muita coisa já mudou desde que o presidente Bolsonaro assumiu o governo federal. O Brasil ficou tempo demais com uma gestão corrupta que quebrou nosso país e estava condenando nosso povo ao retrocesso. Mas com o presidente Bolsonaro temos um governo sério, honesto e comprometido com a democracia e o respeito à Constituição.”

O deputado federal Luiz Ovando (PSL) afirmou, na rede social, que o Brasil está em plena retomada econômica e bem avaliado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). “Em relatório anual, o FMI, maior autoridade econômica mundial, avalia que o desempenho econômico tem sido melhor que o esperado. A instituição ainda projeta um crescimento de 5,3% do PIB e mostra otimismo quanto ao aumento da oferta de empregos e o crescimento do consumo. O fundo também vê de forma positiva a atuação do governo na aquisição de vacinas.” Loester Trutis (PSL) publicou uma foto do presidente Bolsonaro e pediu bênçãos divinas ao mandatário.

Oposição

O deputado Fábio Trad (PSD) afirma que desde que assumiu o governo, o presidente Jair Bolsonaro não lidou com os principais problemas do país. “Até agora, o governo Bolsonaro não conseguiu atender as principais demandas da sociedade brasileira. O retorno da inflação, o aumento do desemprego, da fome e da insegurança alimentar pesam. Não há grandes políticas setoriais em andamento nas áreas da educação, saúde e segurança.”

Para Trad, não há o que comemorar em relação a esses mil dias de governo. “O país está dividido e o governo não mostra vontade em modificar esse quadro. Mil dias de conflagração das forças políticas e desperdício de energia para combater os problemas reais da população. Na pandemia, agiu mal, procurando fugir das responsabilidades, elegendo governadores e prefeitos como alvos. Enfim, nestes 1000 dias, o governo está muito aquém do que o país precisa.”

Para o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) as crises consecutivas do governo fazem com que o país perca a credibilidade internacional. Dagoberto disse ao jornal O Estado que o plano de governo de Bolsonaro tinha como foco um ‘crescimento com inflação baixa’. “Nada disso aconteceu, muito pelo contrário, a inflação, antes sob controle, disparou, nos deparamos com uma gestão cheia de polêmicas, tensões, confusões. Mais barracos que pontes, para usar termos entre a baixaria e a diplomacia. Dias complexos. Mais de 590 mil mortes saídas de uma pandemia mal gerida, negada e mal assistida. Dias de ódio, de coação à imprensa, de atentados e ameaças à democracia, de xingamentos e desrespeito, agressões do Executivo ao Judiciário.”

Antes dos mil dias, Bolsonaro teve desgaste com as manifestações de 7 de setembro. Ele, que na data fez acusações a ministros e ao STF (Supremo Tribunal Federal), teve de recuar e seguiu conselho do ex-presidente Michel Temer, amenizando as declarações e pedindo desculpas através de uma carta redigida por Temer. Sobre o assunto, o pedetista endossou a divisão da população por conta da política.

“O Brasil dividiu-se ainda mais. A gasolina bateu R$ 7, as mentiras, mais conhecidas como ‘Fakes News’, de blogueiros amigos foram patrocinadas pelo Planalto, para o Planalto, pelos chegados do Planalto. Quiseram ‘passar a boiada’ nas leis ambientais e nos direitos trabalhistas. O centrão pegou assentos e cargos.”

O pedetista diz que foram “mil dias com ao menos três crises por mês. A cada 52 dias, um ministro foi demitido ou pediu demissão. Em um ano de pandemia, o governo trocou quatro vezes de ministro da Saúde. O número de desempregados aumentou de 13,3 milhões para 14 milhões, e ele não tem uma só grande obra para mostrar. Em resumo, um desastre.”

O deputado federal Vander Loubet (PT) classificou como desastre a administração de Bolsonaro. “Completamos 1.000 dias de um desastre. Desde 1º de janeiro de 2019, o Brasil está sem rumo, sem um programa de governo para ser executado. Os resultados estão aí para todo mundo ver: 594 mil mortos causados pela pandemia, sobretudo pela falta de ação do governo federal, que demorou muito para iniciar a vacinação; inflação descontrolada; forte alta nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha (fruto da política de preços da Petrobras), além dos alimentos; desemprego crescente (14,4 milhões de desempregados, além de cerca de 6 milhões de desalentados); e volta do Brasil ao mapa da fome (hoje temos quase 85 milhões de pessoas em situação de fome ou de insegurança alimentar).

(Texto: Andrea Cruz)

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