Filha de líder do PCC é autorizada pela Justiça a atuar contra o próprio pai em processo por sequestro

Divulgação/MPMS
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A Justiça autorizou que Gabrielly Sanches Palermo, de 25 anos, filha de Gerson Palermo, apontado como chefe do PCC (Primeiro Comando da Capital), atue como assistente de acusação no processo criminal que investiga o sequestro e extorsão do qual ela própria foi vítima.

Conforme o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Gerson Palermo teria articulado o sequestro da filha para exigir do ex-sogro o pagamento de uma suposta dívida de US$ 100 mil (cerca de R$ 524 mil).

O marido de Gabrielly, Weslley Henrique Sorti de Almeida, também solicitou à Justiça a habilitação como assistente de acusação no processo.

De acordo com a investigação, o acusado teria organizado o crime para pressionar Salvador Sanches, avô da vítima, e o próprio genro a pagarem a quantia. O valor citado ao longo da apuração varia entre US$ 100 mil e 200 mil euros, que Gerson afirma ter deixado sob responsabilidade do ex-sogro em 2015.

Ainda segundo a denúncia, Reinaldo Silva de Farias é apontado como cúmplice do crime. Ele teria mantido Gabrielly em cativeiro em sua residência e realizado ligações para pressionar a família a pagar o resgate.

Em uma das ameaças, o suspeito teria enviado à família uma foto da vítima amarrada no chão, como forma de intimidação para acelerar o pagamento.

Com informações do G1

 

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