Cachorra foi morta na noite de domingo (1º), por volta das 20h30; autoridade e protetora cobra rigor na aplicação da lei e punição ao responsável
Um crime revoltante chocou moradores de Jardim na noite do último domingo, 1º de março, por volta das 20h30. Uma cadela prenha, conhecida por guardar a residência onde vivia, foi morta a facadas por um homem que, segundo relatos, apresentava comportamento alterado.
De acordo com vizinhos do bairro Santa Tereza o agressor teria entrado em uma casa próxima e, ao passar em frente ao imóvel onde o animal estava, aproximou-se do portão.O caso chocou e ganhou força com pedido de justiça nas redes sociais da cidade.
Após o brutal assassinato a vereadora e protetora da causa animal, Andrea Insfran foi chamada para auxiliar no caso e tentar salvar a cadela que ainda estava com vida, mas infelizmente não resistiu e veio a óbito. “Segundo populares da região, ele estava alterado e passando muito próximo ali, provavelmente observando o portão para tentar entrar. A cadela, como guardiã da casa, reagiu latindo, cumprindo o papel dela. Ele se viu impedido de passar e acabou desferindo uma facada nela”, relatou a vereadora baseada no chamado que recebeu.
Andrea informou que foi avisada do ocorrido e se deslocou imediatamente até o local, chegando junto com a Polícia Militar. A cadela, que aguardava filhotes, não resistiu aos ferimentos. Até o mo0mento o autor não foi preso, segue foragido mas a polícia investiga o caso.
A protetora destacou que acompanha o caso de perto e aguarda confirmação oficial sobre a prisão do suspeito. Ela reforçou que não permitirá que o crime fique impune.
“Estamos notificando e cobrando para que a lei seja cumprida. Esse tem sido meu carro-chefe. Se a lei existe, ela precisa ser validada. Não vamos deixar por menos. Quem é responsável por um animal precisa agir com responsabilidade. E quem comete crime contra animal precisa responder por isso”, afirmou.
O caso se enquadra na Lei Federal nº 14.064/2020, que prevê pena de reclusão e multa para maus-tratos contra cães e gatos.
A brutalidade do crime gerou revolta e comoção. Para defensores da causa animal, a resposta das autoridades precisa ser firme. Violência não é reação é crime. E crime exige justiça.
Por Juliana Brum – Correspondente Região Sudoeste