Equipe enfrenta o Várzea Grande fora de casa após vitória na estreia
O Pantanal volta a campo neste domingo (29) pelo Campeonato Brasileiro Feminino A3. Após vencer o Cresspom-DF na estreia, em Campo Grande, o time sul-mato-grossense enfrenta o Várzea Grande, às 15h, no Estádio Dito Souza, em Mato Grosso, pela segunda rodada.
O objetivo é se consolidar na liderança do grupo 2. Enquanto o Pantanal tenta embalar sua segunda vitória, o adversário busca recuperação. O Várzea Grande estreou com derrota por 2 a 1 diante do Planalto-GO.
Para o confronto, a delegação do Pantanal pegou a estrada, rumo à cidade vizinha de Cuiabá — e isso não é força de expressão. Foram pelo menos 10 horas de ônibus até a chegada a Várzea Grande.
Antes de viajar, Jaque Corrêa previu um confronto equilibrado, principalmente pelas circunstâncias da partida, mas sem perder o foco na ponta da tabela. “Estamos em primeiro lugar e pretendemos permanecer. Vai ser um jogo difícil, até porque nosso adversário perdeu. Com certeza, ele vai ter que vir para ganhar. A gente sabe que vai ser um jogo muito difícil”, disse a treinadora, durante a preparação da equipe, quarta-feira (25), à reportagem, no campo do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul).
“Além da questão de ser fora de casa, também tem a questão do adversário, que é forte, como todos os adversários da nossa chave. Pretendemos chegar lá e ser protagonistas, igual fomos aqui também, para manter a liderança”, acrescenta a técnica.
Ainda pelo grupo 2, sábado (28), em busca dos primeiros pontos, a equipe do Cresspom receberia a do Planalto-GO no Abadião.
Time mescla juventude e experiência
Segundo a treinadora, a montagem do elenco foi pensada justamente para suportar momentos de pressão ao longo da competição.
“A gente pôde montar um grupo muito uniforme. Conseguimos trazer algumas meninas novas e trouxemos muitas experientes também. Isso nos ajuda bastante em momentos difíceis do jogo. Pudemos trazer um grupo de 23 atletas, desde a goleira até todas as jogadoras, com experiência muito vasta.”
A centroavante Carol Valle, que chegou do futebol português, destaca o ambiente interno e o suporte oferecido pelo clube como fatores importantes para o desempenho dentro de campo.
“Desde que cheguei me sinto muito bem, muito acolhida por eles. Quando estamos precisando de algo, chegamos e falamos, e eles tentam solucionar o problema. Ainda mais dentro de campo, eu tenho me sentido muito bem. Eu acho que, com a Jaque, nos sentimos muito importantes, mesmo quem está machucado ou quem ainda não entrou no jogo. Eu acho que todo mundo está com a mesma energia e abraçando a ideia da Jaque”, ressalta a jogadora.
‘Torcida vai se identificar’
“Quando tivemos o primeiro jogo, a torcida estava lá, tocando bateria, apoiando a gente. Acho que vamos chegar longe e, quanto mais a gente estiver chegando mais longe, acho que a torcida mais vai se identificar e vai querer estar presente nos jogos”, afirmou Carol.
Remanescente da conquista do título sul-mato-grossense no ano passado, a meio-campista Gaby Jesus conhece bem o papel decisivo que a torcida exerce.
“Temos torcedores do Pantanal trabalhando dentro do clube. Sentir isso no dia a dia e poder chegar no estádio e encontrar a torcida, sentindo todo o calor dela, é maravilhoso. Sempre nos empurrando desde o ano passado [no Estadual] e na estreia [do Brasileirão A3]. E creio que vai ser assim até o final do campeonato”, afirma Gaby, à reportagem.
Por Ricardo Prado
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