Após quatro anos fechado, Morenão deve receber visita de Samir Xaud em agosto

Trabalhadores, ontem (6), durante troca do gramado do Estádio Morenão - Foto: Nilson Figueiredo
Trabalhadores, ontem (6), durante troca do gramado do Estádio Morenão - Foto: Nilson Figueiredo

Morenão iniciou nova fase, já de olho em reabertura para 2027

A expectativa de reabertura do Estádio Morenão começa a ganhar forma. Com o início da troca do gramado, a FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) projeta que em janeiro de 2027 o principal palco do futebol sul-mato-grossense possa voltar a receber jogos oficiais.

Foi o que disse o presidente da entidade, Estevão Petrallás, em coletiva de imprensa realizada na manhã de ontem (6), dentro do estádio em Campo Grande.

A intervenção no gramado representa a primeira etapa de um processo de revitalização do estádio, que está fechado há quatro anos. Segundo Petrallas, o trabalho atual é resultado de uma articulação conjunta entre a entidade, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Governo do Estado e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). “Esse é o começo e, com certeza, em breve vamos ter os torcedores aqui, curtindo, muito alegres e com bastante segurança”, afirmou.

De acordo com Petrallas, o aporte da CBF para a troca do gramado gira em torno de R$ 1 milhão, dividido em quatro parcelas. A entidade nacional já realizou o primeiro repasse, o que possibilitou o início dos serviços. Segundo o dirigente, está prevista para mês que vem a visita do presidente da CBF, Samir Xaud, que deve acompanhar de perto o andamento das obras.

Foco no gramado e estrutura básica

Neste momento, a Federação é responsável por intervenções técnicas diretamente ligadas à prática do futebol, iniciando com a substituição completa do gramado.

“A Federação assume a parte técnica da troca do gramado, a implantação do sistema de irrigação e os bancos de reserva, que serão remodelados. Os vestiários estão praticamente prontos, com adequações no piso”, explicou Petrallas.

A prioridade é garantir a qualidade do campo, especialmente por conta do tempo necessário para o enraizamento da grama e adaptação ao sistema de irrigação. Por isso, a previsão de liberação do estádio está diretamente ligada à conclusão dessa etapa.

“A obra iniciada não deve ser tão demorada. A preocupação inicial é o gramado. A expectativa é que, em janeiro de 2027, possamos começar o campeonato estadual da Série A aqui”, completou.

Parceria em três frentes

O projeto de revitalização do Morenão está dividido em responsabilidades. Enquanto a UFMS mantém a concessão do espaço, a Federação conduz o que se refere à parte esportiva e o Governo do Estado, por sua vez, será responsável pelas intervenções estruturais mais amplas.

Além das ações iniciais conduzidas pela Federação em parceria com a CBF, o Governo de Mato Grosso do Sul planeja um investimento de aproximadamente R$ 16,7 milhões na recuperação do estádio. O montante deve ser aplicado em uma etapa posterior, voltada à reforma geral da estrutura do Morenão.

“A Federação inicia e o Estado dá sequência. Cada um tem sua responsabilidade: a Universidade com a concessão, a Federação com a gestão esportiva e o Governo com a estrutura. Depois, é colher frutos”, resumiu o presidente da FFMS.

A expectativa é que o estádio volte a receber grandes eventos culturais e esportivos, elevando o nível das atividades realizadas no local.

“Qualificação. Bons eventos, tanto na cultura como no esporte. A prateleira vai subir, em altíssimo nível”, completou Chita.

Caminho até a reabertura

Antes do início das obras, foi necessário um processo de desocupação e regularização do espaço. Segundo a gestão do estádio, ao menos 30 caminhões de materiais foram retirados das dependências do Morenão, permitindo o início das intervenções.

Com a licitação concluída e o campo já em obras, a expectativa agora é de avanço gradual das outras etapas, especialmente as que ficarão sob responsabilidade do Governo. A possibilidade de uso comercial do estádio, como a venda de naming rights, também é considerada, mas deve ser conduzida futuramente pelo governo estadual.

Por Ricardo Prado

 

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