MS registra 95 ocorrências no primeiro turno, aponta balanço do TRE-MS

Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil
Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

O último balanço do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), foi divulgado com dados consolidados até as 16h. Ao todo, foram contabilizadas 95 ocorrências envolvendo urnas eletrônicas, equivalentes a 1,17% dos equipamentos. O número representa aumento de 20 registros em relação ao levantamento anterior, das 14h, quando havia 75 ocorrências.

Das 95 ocorrências, 22 resultaram na substituição da urna eletrônica. Outras 27 foram resolvidas com reinicialização dos equipamentos, 37 com ajustes, quatro com nova carga na urna e quatro com reposição da mídia.

As baterias concentraram o maior número de problemas, com 35 ocorrências. Também foram registrados 13 casos classificados como problemas diversos, 13 de equipamentos que não funcionaram ou apresentaram falhas de hardware, 12 no terminal do eleitor, dez no terminal do mesário, sete relacionados à biometria, três envolvendo impressoras e um relacionado a data, hora ou CMOS.

A chuva e a interrupção no fornecimento de energia aparecem diretamente em alguns dos registros do TRE-MS. Em Ivinhema, a falta de energia no distrito de Amandina, a cerca de 30 quilômetros da sede do município, levou ao uso de todas as baterias reservas disponíveis no local. Em uma das urnas, foi necessário recorrer à bateria de um equipamento de contingência.

Já em Campo Grande, o temporal também afetou locais de votação. Na seção 675 da 35ª Zona Eleitoral, a bateria chegou ao nível crítico porque a escola estava sem energia. O equipamento foi reinicializado e a bateria trocada. Na seção 655 da mesma zona, o TRE-MS registrou que o local estava sem fornecimento desde a manhã em razão do temporal.

Problema semelhante foi registrado em Juti. Na seção 61, a bateria da urna chegou ao nível crítico enquanto o local permanecia sem energia elétrica. A solução foi utilizar a bateria de uma urna de contingência. Em Ponta Porã, uma urna também precisou ter a bateria interna substituída enquanto o local estava sem energia.

Apesar dos problemas, os registros mostram que as equipes conseguiram manter os equipamentos em funcionamento ou substituí-los quando necessário. Entre as ocorrências estão urnas que desligaram sozinhas, falhas de hardware, problemas de leitura biométrica e defeitos nos teclados e visores usados por eleitores e mesários. Em Corumbá, por exemplo, duas urnas foram substituídas por falhas na leitura biométrica.

 

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