Unicamp aprova cotas para pessoas trans; UEMS já adota política inclusiva na pós-graduação

Foto: Reprodução
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Medida foi aprovada nesta quarta-feira (2); na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul a normativa está em vigor desde 2022

O Conselho Universitário da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (2), a implementação de cotas para pessoas transgêneras, travestis e não binárias nos cursos de graduação. As vagas serão oferecidas por meio do Edital Enem-Unicamp e estarão disponíveis para candidatos de escolas públicas e privadas.

De acordo com a nova política, cursos com até 30 vagas regulares deverão reservar, no mínimo, uma vaga para essa população, enquanto cursos com mais de 30 vagas deverão disponibilizar duas. Essas vagas podem ser regulares ou adicionais, conforme decisão da respectiva unidade acadêmica. Além disso, metade das vagas será destinada a candidatos que também atendam aos critérios das cotas para pretos, pardos e indígenas (PPI).

A seleção dos candidatos incluirá uma autodeclaração no momento da inscrição e a elaboração de um relato de vida, que será avaliado por uma comissão específica. Essa comissão deverá ser composta por, no mínimo, uma pessoa trans, travesti ou não binária, garantindo a representatividade e seriedade no processo de avaliação.

Enquanto a Unicamp avança na implementação dessas cotas na graduação, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) já adota políticas inclusivas semelhantes em seus programas de pós-graduação. A instituição destina 5% das vagas em seus cursos de mestrado e doutorado para candidatos autodeclarados transexuais, travestis e transgênero, como parte de suas ações afirmativas voltadas à inclusão e à visibilidade dessa população no ambiente acadêmico.

Os candidatos que ingressam por meio dessa política devem apresentar, no ato da matrícula, uma autodeclaração conforme as normas estabelecidas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE). A medida faz parte de um conjunto de ações da UEMS para ampliar o acesso de grupos historicamente marginalizados ao ensino superior.

 

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