Pé-de-Meia reduz evasão no ensino médio em 43% e atinge 5,6 milhões de estudantes

Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

Taxa de abandono caiu de 6,4% para 3,6% entre 2024 e 2025; governo federal investiu R$ 18,6 bilhões no programa

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quarta-feira (1º) que o programa Pé-de-Meia contribuiu para reduzir em 43% a evasão no ensino médio da rede pública. A taxa de abandono, que era de 6,4% em 2024, passou para 3,6% em 2025.

Os dados foram apresentados pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante agenda oficial em Fortaleza (CE), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio ocorreu na cerimônia de entrega da primeira etapa das obras do novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará.

Criado para estimular a permanência de estudantes de baixa renda na escola, o Pé-de-Meia funciona como uma poupança vinculada à frequência e à conclusão do ensino médio. A inclusão é automática para alunos matriculados na rede pública e inscritos no Cadastro Único (CadÚnico).

Desde que entrou em vigor, o programa já alcançou 5,6 milhões de estudantes — o equivalente a 54% do total de matriculados no ensino médio público. De acordo com o MEC, o investimento federal somou R$ 18,6 bilhões nos anos letivos de 2024 e 2025.

Além da diminuição no abandono escolar, o ministério informou que houve redução de 33% na taxa de reprovação no mesmo período. O atraso escolar, medido pela distorção idade-série, caiu 27,4%. No terceiro ano do ensino médio, a queda chegou a 63%.

“Isso significa que o aluno está passando de ano. Somente no 3º ano do ensino médio, a distorção idade-série dos alunos caiu 63%.”, afirmou Camilo Santana.

Ao comentar os resultados, o ministro destacou o impacto financeiro para as famílias. “Os alunos do Pé-de-Meia sabem o que significa o programa. Muitos colegas [deles] tiveram que abandonar a escola para ajudar no orçamento familiar e melhorar a vida de seus pais.”

Durante o evento, o presidente também associou os investimentos em educação ao desenvolvimento do país. “Na história da humanidade, nenhum país se desenvolveu no planeta Terra sem antes investir na formação do seu povo, que dá conhecimento, cidadania e, inclusive, dá soberania.”

O ministro deixará o comando do MEC até sábado (4) para disputar as eleições de outubro.

Pelas regras do programa, considerando as parcelas de incentivo por frequência, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pago aos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o valor acumulado pode chegar a R$ 9,2 mil por aluno ao longo do ensino médio.

A consulta sobre pagamentos, situação escolar e critérios de participação pode ser feita pela plataforma Gov.br. Também há atendimento pelo telefone 0800-616161.

 

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