Levantamento aponta recuo de quase dez por cento no extrato de tomate e queda no macarrão com ovos, enquanto a disparidade de preços nos hortifrútis reforça a importância de pesquisar antes de abastecer a despensa
A mesa das famílias de Campo Grande ganha um alívio saboroso no início de setembro. A pesquisa semanal de preços da cesta básica, realizada pelo Jornal O Estado, indica redução média no custo de ingredientes do prato do brasileiro: o macarrão. O levantamento, que confrontou os valores com os apurados em 28 de agosto, revela que além do recuo no preço da própria massa, itens essenciais para o molho e temperos, como extrato de tomate e alho, registraram trajetórias favoráveis nas gôndolas locais.
O macarrão com ovos de 500 gramas, produto central da análise desta semana, apresentou queda média de 2,91% no período, passando de R$ 4,23 para R$ 4,11 nos estabelecimentos analisados. Essa redução foi puxada por descontos em pontos específicos de venda. Em duas unidades, o pacote teve recuo de R$ 0,40, sendo comercializado a R$ 3,49, o menor valor verificado na capital. Em contrapartida, a maior cotação foi de R$ 4,85, o que evidencia uma diferença de 38,9%.
O molho que acompanha o prato também ficou mais barato. O extrato de tomate registrou a redução mais expressiva do período, com queda média de 9,45% em toda a cidade, recuando de R$ 8,10 para R$ 7,33. O principal destaque de economia nos mercados avaliados foi o que o valor despencou de R$ 8,90 para R$ 6,19, gerando redução nominal de R$ 2,71 por unidade para o consumidor. O mesmo produto também foi encontrado a R$ 6,18 em outra unidade, consolidando a tendência.
O alho, tempero indispensável na culinária local, acompanhou o movimento de alívio e apresentou leve redução média de 1,20% na capital, caindo de R$ 24,05 para R$ 23,76 por quilo. Contudo, a variação de preços nas prateleiras dos mercados analisados para esse item específico chama a atenção pela disparidade. O consumidor que optar por abastecer no atacarejo situado na avenida Fábio Zahran encontra o quilo do alho pelo valor mínimo de R$ 17,90. Já no comércio localizado na avenida Gunter Hans, o mesmo produto atinge a cotação máxima de R$ 36,99 por quilo. Trata-se de uma diferença superior a 106%.
Na contramão das quedas, o óleo de soja registrou alta média de 4,25% na comparação semanal, com o valor de referência passando de R$ 6,67 para R$ 6,96 em Campo Grande. Essa elevação foi impulsionada por aumentos em cinco dos seis pontos comerciais pesquisados. Em dois supermercados o óleo subiu de R$ 6,29 para R$ 6,99. A maior alta registrada foi de R$ 6,99 para R$ 7,19. O único local que registrou redução foi de R$ 6,99 para R$ 6,59.
Diferença extrema no hortifrúti exige pesquisa redobrada e mostra maçã com variação de 137 por cento
Se na seção de mercearia a oscilação exige atenção, é no hortifrúti que reside o verdadeiro desafio financeiro para as famílias campo-grandenses. A maçã nacional serve como exemplo perfeito de como a dispersão de preços pode penalizar quem compra por impulso. No acumulado geral, o quilo da fruta registrou expressiva alta média de 18,89% em Campo Grande na transição de agosto para setembro, passando de R$ 7,05 para R$ 8,38. No entanto, a variação pontual entre os estabelecimentos alcançou o patamar impressionante de 137,47% nesta semana. Enquanto o valor mínimo foi de R$ 4,99 o quilo, o preço máximo foi de R$ 11,85 pelo mesmo produto.
Diante dessa forte dispersão em alimentos frescos, economistas do jornal recomendam que o consumidor divida suas compras e utilize ferramentas de comparação fiscal para identificar em tempo real as promoções de cada bairro, permitindo que a alimentação saudável não comprometa o equilíbrio financeiro familiar.
Por Enzo Pereira
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