Demanda por imóveis deve ter alta de 20% após elevação da Selic

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Estabilidade das taxas permanecerá por um determinado período mesmo após alteração dos juros

As vendas de imóveis devem perceber um cenário satisfatório daqui em diante. O motivo está relacionado à alta dos juros, medida econômica anunciada nesta semana pelo Banco Central como forma de compensar o aumento da inflação no País. Embora a decisão de elevação da Selic impacte as negociações que utilizam essa taxa como referência, as alterações recentes não devem refletir de imediato no mercado imobiliário.

Isso se deve ao funding do segmento, que é uma fonte de recursos financeiros. Historicamente, tal estratégia não costuma sofrer instantaneamente as ações tomadas pela autarquia federal. Essa condição viabiliza oportunidades aos investidores para efetivar suas aquisições por um determinado período, vez que não há previsão de quando as taxas de juros atualizadas serão repassadas aos clientes.

Diego Senzano, sócio-proprietário na Senzano Imobiliária e Incorporadora, avalia que a situação propiciará um aumento de 15% a 20% dos contratos imobiliários. Com isso, o empresário já adianta os benefícios aqueles que pretendem fechar negócio em breve. “O que a gente afirma é que quem comprar agora tem juros baixos. Mas já é fato que daqui alguns meses essa taxa irá subir”.

Mesmo após a efetividade da elevação dos números do Banco Central, o desempenho do setor continuará positivo. Pelo menos, é o que acredita Marcos Netto, presidente do Secovi-MS (Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul). Marcos relembra tempos em que a inflação ultrapassava o acumulado atual.

“Essa taxa de juros a 4,25% ainda é muito baixa se compararmos com períodos críticos, como o plano cruzado. Tivemos números bem mais altos do que os de agora e o mercado estava aquecido mesmo assim”, explicou. O presidente do sindicato afirma também que, atualmente, Campo Grande possui empreendimentos a todo o vapor. Ele ressalta ainda que a esperança para a retomada é a vacinação.

“Já está havendo um movimento muito grande, porque temos vários lançamentos sendo feitos na Capital. E os recursos do funding vão melhorar a partir do segundo trimestre com a imunização. Com pessoas vacinadas, há mais gente trabalhando, o que gera mais confiança para que o trabalhador deposite seu dinheiro na poupança, que é uma das fontes do investimento imobiliário”, disse.

(Felipe Ribeiro)

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