Levantamento semanal do jornal O Estado aponta alta no preço do café, ovo, açúcar e achocolatado, enquanto produtos de limpeza registram alívio
A primeira refeição do dia ficou mais cara para as famílias de Campo Grande. O levantamento semanal de preços da Cesta Básica, realizado pelo jornal O Estado, revela que os alimentos essenciais do café da manhã registraram altas ou permaneceram em patamares elevados nas gôndolas dos supermercados de Mato Grosso do Sul. O café em pó, a dúzia de ovos médios, o açúcar refinado e o achocolatado disparam no topo das pressões inflacionárias que encarecem o orçamento doméstico da Capital.
O café acumulou nova alta média de 1,67% na comparação semanal, saltando de R$ 25,78 para R$ 26,21 na média geral da cidade. A maior cotação do produto foi de R$ 29,98, enquanto o menor valor foi verificado no valor de R$ 21,89, gerando uma variação de 36,9% entre os estabelecimentos. A dúzia de ovos subiu 2,23% no período, alcançando valor médio de R$ 9,27, com pico de R$ 11,90. Já o achocolatado teve oscilação para R$ 11,51 médios, variando de R$ 9,90 até R$ 13,90 nos atacarejos da cidade. Por sua vez, o açúcar manteve cotação máxima de R$ 5,79, embora marcas substitutas tenham sido oferecidas a R$ 4,29 e R$ 4,95 nos estabelecimentos.
Na contramão do encarecimento dos alimentos matinais, o setor de higiene e limpeza ofereceu um importante alívio financeiro ao consumidor da Capital, impulsionado por uma queda acentuada nos preços dos sabões em pó. O Produto registrou uma retração média de 16,59% na comparação com a semana anterior, caindo de R$ 21,63 para R$ 18,04 nos pontos de venda pesquisados. A maior economia do item foi de R$ 14,98. Em marcas substitutas, o produto saiu por R$ 17,90 nos atacarejos. Já a cotação máxima foi apurada a R$ 20,50. Outros itens da seção de limpeza acompanharam o movimento de contenção do índice geral: o sabão em barra apresentou valor médio de R$ 13,29, sendo encontrado por R$ 9,59 no valor mínimo; o detergente líquido recuou 4,50%, caindo para R$ 2,62 médios; o sabonete registrou redução média de 7,82%, custando R$ 2,36 na cidade; e a esponja de aço manteve o menor preço a R$ 1,89.
Alta generalizada no hortifrúti
Se os produtos de limpeza trouxeram refresco ao bolso, a seção de hortifrúti acumulou altas de preços e disparidades extremas entre os bairros de Campo Grande, reforçando a necessidade de o consumidor pesquisar antes de abastecer a despensa. O tomate foi o vilão do período, com salto médio de 17,26% na comparação semanal, passando de R$ 8,01 para R$ 9,39 por quilo. O menor preço do fruto foi R$ 7,98, enquanto a cotação máxima atingiu R$ 10,98 No supermercado analisado, resultando em uma diferença de 37,5% na Capital.
O alho também subiu 7,53%, com preço médio de R$ 25,55 o quilo, variando de R$ 21,79 a R$ 37,90, uma discrepância de 73,9%. A cebola subiu 5,53%, cotada em média a R$ 6,27, com piso de R$ 5,49 e teto de R$ 6,99. Entre as frutas, a maçã nacional registrou média de R$ 8,64 por quilo, sendo encontrada a R$ 5,89 e R$ 9,99, enquanto a banana nanica variou entre R$ 4,99 e R$ 6,99 em quatro dos seis mercados pesquisados no Estado.

Por Enzo Pereira