Levantamento mostra que variações se concentram no hortifrúti, com diferenças expressivas entre estabelecimentos
A pesquisa semanal da cesta básica aponta mudança no foco das variações de preço em Campo Grande. Diferentemente do período anterior, quando o arroz havia interrompido uma sequência de quedas e mantinha estabilidade nas gôndolas, agora são as hortaliças as principais responsáveis por pressionar o valor final da compra , especialmente aquelas mais sensíveis às chuvas recentes.
Com o excesso de precipitações, parte da produção foi afetada, reduzindo a oferta e elevando os preços em diferentes pontos de venda. A diferença entre os estabelecimentos também se ampliou em alguns casos, refletindo custos logísticos e perdas nas lavouras.
Entre os itens mais impactados está o tomate, que apresenta variação significativa entre supermercados, com preços que oscilam conforme a qualidade e a origem do produto. A batata também registra alta, influenciada por dificuldades na colheita e no transporte em função do solo encharcado. Já a cebola mantém diferença expressiva entre redes, acompanhando o cenário de oferta mais restrita.
A dispersão de preços no hortifrúti volta a ser o principal fator de instabilidade da cesta, cenário semelhante ao observado em períodos anteriores de adversidades climáticas. Enquanto isso, produtos industrializados e grãos permanecem relativamente estáveis, sem grandes oscilações semanais.
O arroz, que anteriormente havia deixado de registrar quedas após meses funcionando como item de alívio, segue sem alterações relevantes. Feijão, óleo de soja, leite e café também mantêm patamares próximos aos observados nas últimas semanas, contribuindo para que o impacto maior venha das hortaliças.
Nas proteínas, os valores continuam elevados, mas sem movimentos abruptos. Frango, carne bovina e suína apresentam variações pontuais entre redes, porém dentro de uma faixa já consolidada nas pesquisas anteriores.
Com isso, o comportamento da cesta volta a depender das condições climáticas e da regularização da oferta nas próximas semanas.
Por Ian Netto
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