Queimadas na Amazônia não são os menores desde 1998

Mais um notícia falsa circula nas redes sociais afirmando que o número de incêndios florestais no Brasil é o menor desde 1998, quando a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) foi iniciada. Por meio do projeto de verificação de notícias, a Agência Lupa analisou o material.
“Dados oficiais do INPE mostram que o governo Bolsonaro, mantém o menor índice de queimadas na Amazônia, desde 1998. A mídia insinuou que o número é o maior dos últimos anos. Acomodados com a mentira, a imprensa insiste em um modelo medíocre e caótico de desinformação”
Tuíte do perfil Isentões compartilhado por 3,5 mil pessoas até as 14h do dia 22 de agosto de 2019
FALSO
A informação analisada pela Lupa é falsa. Entre os meses de janeiro e julho de 2019, foram registrados pelo Inpe 15.924 focos de queimadas na Amazônia. Este é o maior número para a região desde 2016, e representa um crescimento de 35,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos últimos 20 anos, o número médio de focos de incêndio observados nos sete primeiros meses do ano foi de 14.015 – ou seja, ligeiramente abaixo do registrado em 2019.
Em agosto, a quantidade de queimadas registrada – apenas até o dia 22 – já ultrapassa o total para o mês em 2018 e é a maior desde 2011. Em 2019, até agora, foram 23.677. No ano passado, 10.421. Segundo o Inpe, historicamente, 87,5% dos focos de queimada na Amazônia costumam ocorrer entre os meses de agosto e dezembro, ou seja, o período do ano que ainda não foi concluído.
A série histórica de focos de queimadas disponibilizada pelo Inpe tem dados desde junho de 1998 – ou seja, o primeiro ano completo é 1999. O instituto atualiza os números diariamente, mas os relatórios são compilados por mês. Para compará-los, é necessário observar períodos equivalentes. O conteúdo publicado pelo perfil Isentões e analisado pela Lupa se baseia em dados reais, mas compara os sete primeiros meses de 2019 com os anos completos anteriores.  (Rafael Belo com Agência Lupa)
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