Frigorífico de Três Lagoas investe em produtos como costelinha sem espinha e versões empanadas para ampliar o consumo e chegar a redes atacadistas de São Paulo
Uma indústria de Mato Grosso do Sul está apostando no peixe nativo para ampliar o consumo e conquistar novos mercados. Em Três Lagoas, a Pirakuá Pescados trabalha no beneficiamento de espécies nativas do Estado e desenvolve novos produtos para facilitar o preparo e aumentar a presença do pescado regional no mercado.
A empresa tem como principal produto a costelinha de peixe sem espinha e também desenvolve versões empanadas e prontas para o preparo, incluindo costelinha e filézinho. A estratégia busca oferecer alternativas mais práticas ao consumidor e agregar valor ao peixe nativo.
Durante a Semana do Pescado 2026, o frigorífico recebeu o superintendente Federal da Pesca e Aquicultura em Mato Grosso do Sul, Marcelo Heitor. A visita apresentou a estrutura da empresa e aproximou a campanha da cadeia produtiva regional.
Segundo Marcelo, a Pirakuá é o único frigorífico de Mato Grosso do Sul que realiza o abate de peixes nativos. Ele também destacou a participação feminina na operação, que, conforme informado durante a visita, tem cerca de 90% da mão de obra formada por mulheres.
“A Piraquá é o único frigorífico do Mato Grosso do Sul que abate peixe nativo, os peixes nativos do Mato Grosso do Sul e cerca de 90% da mão de obra do frigorífico é de mulheres, são as mulheres no mercado do pescado!”, afirmou.
Para o proprietário da empresa, Luiz Acorci, o desenvolvimento de novos produtos é uma forma de ampliar o espaço do peixe nativo no mercado e diferenciar a produção regional.
“Mais uma inovação com peixe nativo, com o peixe pantaneiro nosso. Isso não existia. Era só tilápia, tilápia, tilápia, nada contra, mas tem o valor do nosso peixe”, disse.
Além do desenvolvimento de produtos, a empresa busca ampliar a comercialização para outros estados. Segundo Acorci, ele próprio vem negociando com redes atacadistas de São Paulo para levar os produtos a novos consumidores.
A estrutura da Pirakuá registra cerca de 240 toneladas de abate por ano, utiliza aproximadamente 390 toneladas de ração e trabalha com 150 mil alevinos anualmente.
A aposta em produtos semiprontos acompanha uma tendência de busca por praticidade no consumo de pescado. Durante a Semana do Pescado, itens como peixes temperados e recheados e o bolinho de pacu também registraram boa procura no comércio.
O movimento mostra uma estratégia que combina valorização de espécies nativas, desenvolvimento de produtos e expansão comercial para aumentar a presença do pescado produzido em Mato Grosso do Sul.
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