Assembleia retoma as votações em plenário depois do recesso

Após o recesso parlamentar, a primeira sessão do semestre na Assembleia Legislativa ontem contou com a presença de 13 dos 24 deputados. Com o plenário vazio, a reunião parlamentar abriu com apenas 7 deputados e, durante a votação, chegou a 13 participantes. Foram aprovados dois projetos de lei, um projeto de decreto legislativo além de nove indicações e uma moção de congratulação apresentada pelos parlamentares.

O projeto de lei que obriga bares, restaurantes e casas noturnas a adotarem medidas de auxílio à mulher que se sinta em situação de risco, de autoria do deputado Cabo Almi (PT), foi aprovado por unanimidade pela casa em primeira discussão, após pronunciamento do deputado sobre o assunto. O objetivo da lei é contribuir para a diminuição dos casos de violência contra a mulher por meio da ajuda e proteção da mulher para prevenção de atos violentos. “O projeto faz com que revisemos o lema de que em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, relata o deputado, que foi parabenizado pela proposta.

O projeto de decreto legislativo aprovou a ausência do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) de suas funções entre os dias 8 e 20 de agosto, nos quais suas obrigações serão desempenhadas pelo vice- -governador, Murilo Zauith (DEM). Com a aprovação de ontem, ele poderá sair do Estado e do país durante esse período. Além destes, os deputados também aprovaram o projeto de lei de autoria do Poder Judiciário referente ao desdobramento do serviço de registro de imóveis da Comarca de Três Lagoas-MS.

Críticas à saúde pública

Na ocasião, deputados utilizaram a tribuna para criticar situações no setor da saúde em Mato Grosso do Sul e solicitar melhorias nos aspectos citados. Pedro Kemp (PT) relembrou a “Operação Sangue Frio”, realizada em 2013 pela Polícia Federal em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União), e denunciou a falta de estrutura para tratamento de pacientes com câncer em hospitais da rede pública, em especial pela falta de equipamentos para a realização de radioterapia.

situação é conhecida e deveriam ter sido tomadas medidas para resolvê-la durante o mandato de Adnré Puccinelli, quando estava prevista a implantação da unidade de tratamento de radioterapia no Hospital Regional. “Mato Grosso do Sul, em anos anteriores, já fez uma tratativa com o Ministério da Saúde para receber recursos e também para receber os equipamentos, aceleradores lineares, para a realização de radioterapia pelo Sistema Único de Saúde e, infelizmente, os serviços foram terceirizados para clínicas e hospitais particulares.”

A reclamação recebeu apoio do Capitão Contar (PSL), que pretende juntar-se a Kemp e assinar o requerimento de pedido de informações sobre o atendimento das pessoas com câncer na rede pública de saúde de Mato Grosso do Sul ao governo do Estado. O deputado Professor Rinaldo (PSDB) também se solidarizou com a fala do colega parlamentar, afirmando que o problema existe há muito tempo, no entanto este foi mais otimista, relatando que o governo está progredindo nos atendimentos de saúde à população em decorrência de medidas como a Caravana da Saúde.(Julia Renó)

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.