Após dois dias de chuvas, buracos ressurgem nas ruas de Campo Grande

buraco
Foto: Valentin Manieri

Estragos foram contabilizados na região central e pelos bairros da cidade

A forte chuva que caiu sobre Campo Grande no último final de semana foi o suficiente para fazer com que um dos conhecidos menos desejados dos moradores da cidade voltasse a dar as caras: os buracos.

A reportagem de O Estado rodou a cidade e flagrou que três vias que passaram recentemente por recapeamento já apresentam problemas com os dois dias de chuvas.

Na Avenida Fernando Corrêa da Costa, nas proximidades da esquina com a Rua Treze de Maio, região central, a obra que integra o programa Reviva Campo Grande já começou a ceder

“Com a chuva ficam as poças, é até bonito de se ver”, ironizou o aposentado Jair Costa Rocha, 71 anos, que estava em uma lanchonete de frente ao local.

Não foi o único. Também na região central, na Avenida Joaquim Murtinho, no trecho entre a Avenida Ricardo Brandão e a Rua Itacuru, os buracos voltaram a dar as caras.

“Para ver essa porcaria que fizeram”, disse um motorista aos berros à reportagem quando passou por um dos buracos.

Para finalizar, obra esperada há tempos , o recapeamento da rotatória da Avenida Três Barras, na região leste, se mostrou ineficaz contra as águas. C Cerca de três buracos já atormentam os motoristas e depois de um curto período de bonança com o ‘tapete’, voltou aos tempos de disputa de rally.

“O quer é bom dura pouco”, disse a dona de casa Marta Easteves, 42 anos, que passou pelo local para ir ao supermercado.

Asfalto ainda está distante

Um em cada cinco quilômetros de rua em Campo Grande continua sem asfalto, revelou O Estado em setembro. No ritmo atual da gestão Marquinhos Trad (PSD), essa quantidade de vias de terra só seriam pavimentadas totalmente em 26 anos.

Segundo a prefeitura, de cerca de 3,2 mil quilômetros de ruas da Capital, somente 2,5 mil quilômetros estão pavimentados. Ou seja, 700 quilômetros de ruas continuam sendo de terra.

“O desejo maior de quem mora em rua sem asfalto, é ter asfalto. Desde o início da gestão estamos tentando minimizar esse problema”, disse o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese.

A prefeitura não revelou onde estão localizados a maioria dos 700 quilômetros sem asfalto da cidade. Mas Fiorese conta que os principais bairros sem pavimentação são, na região leste, Jardim Noroeste, Rita Vieira e Itamaracá, e na região sul, Los Angeles, São Conrado, Santa Emília e Caiobá.

Em nota, a gestão Marquinhos Trad (PSD) informou que nos últimos cinco anos foram executados 135 quilômetros de asfalto e 140 quilômetros de recapeamento. Nos próximos três anos gestão prevê mais 200 quilômetros de ruas asfaltadas.

Tempestade provoca danos em municípios do Estado

A chuva chegou de forma intensa em muitas regiões de Mato Grosso do Sul, com rajadas de vento chegando até 60hm/h, tempestades acompanhadas de raios e granizos em algumas regiões, o que provocou danos em diversos municípios do estado.

O meteorologista Natalio Abrahão informou que no domingo (10), as cidades registraram valores altos nos milímetros de chuvas, além de enchentes em alguns. Em Coxim, a média de chuva foi de 39,4mm, em São Gabriel do Oeste de 28,4mm, Corguinho registrou 29,0mm, Rochedo ficou com 14,6mm e Campo Grande, com uma média de 47,2mm de chuvas.

Três Lagoas atingiu a marca de 45,00 milímetros de chuvas e enchentes, assim como os municípios de Itaquiraí, Mundo Novo, Dourados e Maracaju. O meteorologista comenta que para terça-feira (12), há previsão de enchentes em Campo Grande, Três Lagoas, Dourados, Maracaju e Aquidauana.

De acordo com a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), os pontos críticos são ruas sem pavimento, onde a topografia é íngreme naturalmente e, com a chuva, acaba precisando de manutenção.

“Não tem nenhuma situação extrema onde o acesso esteja 100% comprometido, mas por conta do solo encharcado só podemos realizar os reparos na quarta- -feira (13) e se a chuva der uma trégua, com serviços de patrolamento e cascalhamento nos pontos críticos. As árvores derrubadas pela tempestade foram retiradas dos locais onde obstruíam a passagem e está sendo feita a limpeza de bocas de lobo”, informou a corporação.

(Texto de Rafael Ribeiro e Isabela Assoni)

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