Protetora denuncia morte de gatos no Sírio Libanês, em Campo Grande

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Segundo a protetora, animais foram encontrados com sinais de violência, incluindo suspeita de envenenamento e queimaduras 

 

Casos de gatos encontrados mortos com sinais de envenenamento e até decapitação, têm preocupado moradores do entorno da Rua Amélio Gelelaite, no bairro Sírio Libanês, em Campo Grande.

Em conversa com a reportagem, a dona de casa e protetora de animais, Flávia Leão relatou que os casos de morte e violência contra os felinos começaram a ocorrer com animais que são castrados, vacinados, mas que não possuem um lar fixo.

Segundo a moradora, os gatos recebem cuidados e alimentação com a ajuda de uma vizinha e amiga, Neia. Ela contou que alguns moradores não gostam da presença dos animais, mas reforçou que a situação pode configurar crime de maus-tratos.

“É um mistério quem está fazendo isso. Vou fazer um boletim de ocorrência. Tivemos dois gatinhos que foram atingidos por água quente. Um deles morreu, outro foi envenenado e um terceiro desapareceu”, disse Flávia.

A protetora afirmou ainda que os animais não costumam revirar lixo e recebem apenas alimentação fornecida por ela e pela vizinha.

“Eles envenenaram gatos que são castrados, vacinados e não rasgam o lixo. Só comem ração ou sachê. Então, desconfio que tiveram o cuidado de comprar o sachê e colocaram o veneno nele”, relatou.

Suspeita de maus-tratos

Ainda conforme a moradora, pelo menos dois gatos apresentaram ferimentos semelhantes a queimaduras provocadas por água quente. Ela também relatou que agentes de saúde encontraram um felino decapitado nas proximidades da unidade de saúde.

“Aí eu coloquei isso no grupo e a vizinha falou: ‘Olha, a cabeça está na minha calçada’. E agora tivemos o episódio de envenenamento e sumiço de gatos. Outro gatinho apareceu ferido com um sinal de algo perfurante, como um espeto. A gente conseguiu salvar. São vários casos, então é uma pessoa que está fazendo isso”, afirmou.

A protetora informou que pretende registrar um boletim de ocorrência para que os casos sejam investigados.

 

 

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