Preso em operação contra rifas ilegais, Eduardo Razuk tem redes sociais bloqueadas pela Justiça

Eduardo Rezende da Silva Razuk_operação Rodas da Sorte_Capa

A Justiça determinou o bloqueio das redes sociais do influenciador digital Eduardo Rezende da Silva Razuk, de 32 anos, investigado na operação Rodas da Sorte, que apura suspeitas envolvendo rifas ilegais e lavagem de dinheiro. A medida atingiu os perfis @eduardorazuk, no Instagram, e @razukbackstage, que somavam mais de 1,1 milhão de seguidores.

Apesar da decisão, o canal Razuk Backstage no YouTube permanecia ativo na manhã deste sábado (22). A página reúne cerca de 989 mil inscritos e mais de 6,2 mil vídeos publicados por Eduardo, principalmente sobre carros e a rotina do influenciador.

Para o advogado Thiago Bunning, que defende Eduardo, o bloqueio das redes e das contas bancárias, além da apreensão de bens, reduziria a necessidade de manter o influenciador preso. “Ele está com os bens bloqueados e com as redes sociais suspensas. Então, não tem como ele continuar divulgando os sorteios que divulgava”, afirmou. A defesa sustenta que os sorteios investigados eram realizados de forma lícita e com autorização.

A operação foi deflagrada na terça-feira (18) pela Delegacia Especializada de Repressão aos DERCC (Crimes Cibernéticos). Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Campo Grande, na Paraíba e no Rio de Janeiro. Entre os presos estão Rafael Rezende da Silva Razuk, irmão de Eduardo, e o empresário Cícero Fabiano Melo da Silva, proprietário da FM Agenciamento Publicitário & Intermediação de Negócios, na Paraíba. Um homem de 46 anos também foi preso no Rio de Janeiro.

Durante a operação, foram apreendidos 22 veículos de alto padrão e dois relógios de luxo. A Justiça ainda determinou a indisponibilidade de cinco imóveis e o bloqueio de aproximadamente R$ 500 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados. Segundo a investigação, o dinheiro obtido com os sorteios seria lavado por meio de empresas sediadas na Paraíba e no Rio de Janeiro. Uma empresa fluminense é suspeita de oferecer estruturas de sorteios a influenciadores, que também seriam utilizadas para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

Eduardo e Rafael passaram por audiência de custódia nesta sexta-feira (21), mas tiveram as prisões mantidas. A defesa de Eduardo contesta a necessidade da prisão preventiva e afirma que as demais medidas cautelares determinadas pela Justiça já impedem a continuidade das atividades investigadas.

 

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