Polícia encontra laboratório de maconha durante investigação de morte de mulher em Campo Grande

Imagem ilustrativa - Foto: Unsplash
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Na tarde desta domingo (10), um laboratório de cultivo de maconha foi descoberto dentro de uma casa no Bairro Monte Líbano, em Campo Grande. O caso aconteceu durante o atendimento da morte de uma mulher de 41 anos.

Segundo o boletim de ocorrência, equipes que atendiam a ocorrência perceberam um forte cheiro de maconha vindo de um quarto ao lado de onde a vítima foi encontrada. No local, os policiais localizaram duas estufas usadas para o cultivo da droga, além de plantas, sementes, porções de maconha e equipamentos utilizados no plantio e processamento.

Quando questionado, o morador da residência, de 46 anos, afirmou que cultivava a droga para consumo próprio. No imóvel, foram apreendidas 14 plantas de maconha, algumas dentro das estufas e outras nos fundos da casa. O material totalizou cerca de 8 quilos. Também foram encontrados ventiladores, exaustor, aparelhos para controle de temperatura e umidade, iluminação especial para cultivo, balança digital e um equipamento usado na extração da substância.

Durante a vistoria, o homem informou que havia armas de fogo na residência, pertencentes ao pai dele. Os policiais localizaram uma pistola calibre .380 com munições e dois revólveres calibre .32. Os registros das armas estavam vencidos.

As plantas foram encaminhadas para a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). Já os demais materiais e as armas foram levados junto com o morador para a Depac Cepol.

A descoberta do laboratório ocorreu enquanto as equipes atendiam a morte da mulher de 41 anos. Conforme relato do marido, ela passou parte do Dia das Mães na casa da mãe e retornou para casa por volta das 14h, quando teria discutido com a filha de 14 anos.

Segundo familiares, após a discussão, a mulher entrou no quarto. Horas depois, por volta das 17h30, o marido chegou ao imóvel e a encontrou sem sinais vitais. Ele disse ter tentado socorrê-la, mas ela já estava morta.

A perícia informou que não havia sinais de luta na residência nem marcas aparentes de agressão no corpo. Porém, os peritos apontaram que as marcas no pescoço não eram totalmente compatíveis com casos típicos de enforcamento. A causa da morte será esclarecida por exames complementares.

O celular da vítima foi apreendido para análise.

 

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