Mecânico e militar do Exército são flagrados com arsenal avaliado em R$ 30 mil em assentamento de Bandeirantes

Foto: Divulgação
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Rene da Silva Oliveira, de 54 anos, e o militar do Exército Gabriel Antônio Guimarães da Silva, de 25 anos, foram flagrados com R$ 30 mil, divididos entre armas, carregadores e munições em assentamento. O caso aconteceu em uma residência localizada em Bandeirantes, distante 70 quilômetros de Campo Grande.

Segundo informações do Batalhão de Choque, os agentes foram acionados no local por volta das 17h40 após uma denúncia de que haviam dois veículos trafegando em via pública e que, em um deles, havia um homem armado. Diante disso, os policiais entraram em contato com o dono da propriedade rural, que autorizou a entrada. Os dois carros foram parados e vistoriados.

Ao todo, foram encontradas uma pistola Glock G17 calibre 9 milímetros, duas espingardas Rossi, com calibres .38 e .357, uma espingarda de pressão Bullpup, quatro carregadores e munições de quatro calibres, sendo elas 32 munições calibre 9 milímetros, 24 calibre 12, 19 calibre .38 e outras 19 calibre .357, 30 cápsulas calibre 9 milímetros e 26 calibre .38.

O proprietário da Glock G17 afirmou possuir registro e autorização para posse de arma e, embora não tenha mostrado a documentação no momento da abordagem, a equipe policial consultou o sistema do Exército Brasileiro e constatou que a arma estava em seu nome.

Caçadores

Quando questionado, o mecânico e CAC (caçador, atirador e colecionador), Rene da Silva Oliveira, afirmou que não era proprietário do arsenal encontrado pela Polícia Militar. Segundo ele, as espingardas de alto calibre foram encontradas no milharal após serem abandonadas por caçadores da região.

Ainda conforme o relato, apenas uma espingarda calibre 12 estava registrada em seu nome, que não estava na propriedade. A arma tinha sido deixada em sua oficina mecânica em Campo Grande. Entretanto, assumiu a propriedade das munições do mesmo calibre encontradas na residência.

Sobre as armas encontradas no milharal, ele informou que o local era visitado constantemente por caçadores e que, ao ouvirem a chegada dos policiais, teriam descartado o armamento no local.

A defesa dos acusados ingressou com um pedido de liberdade provisória na Justiça.

 

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