UFMS e associação Divina Flor realizam simpósio sobre cannabis medicinal

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Evento gratuito reúne pesquisadores, pacientes e interessados para discutir aplicações terapêuticas e avanços científicos

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) recebe, na próxima sexta-feira (6), o simpósio “Cannabis Medicinal na Prática Clínica: bases científicas e aplicações terapêuticas”, em parceria com a Associação Divina Flor, entidade que atua na defesa da pesquisa e do acesso à cannabis para fins medicinais. O evento é gratuito, mas requer inscrição prévia.

A programação é aberta a pesquisadores, estudantes, pacientes e ao público interessado no tema. Durante o encontro, especialistas devem apresentar palestras e debates sobre os usos terapêuticos da cannabis, além de discutir avanços científicos e desafios relacionados ao tema.

O simpósio está ligado a um projeto de pesquisa desenvolvido na UFMS, que investiga óleos e resíduos da cannabis sativa para aplicações medicinais. A proposta é ampliar o conhecimento científico sobre as substâncias e suas possíveis utilizações na área da saúde.

Com caráter multidisciplinar, o evento deve abordar aspectos químicos e científicos, controle de qualidade, produção nacional e questões regulatórias envolvendo o uso medicinal da planta. Também estão previstos debates sobre aplicações clínicas em humanos e animais.

A programação inclui ainda a participação da equipe técnica e jurídica da Associação Divina Flor, que apresentará iniciativas voltadas à divulgação de informações sobre o tema, como o projeto “Divina na Estrada”, que pretende levar debates sobre cannabis medicinal a outras cidades de Mato Grosso do Sul.

Foto: Divulgação

Para a professora Nídia Yoshida, do Instituto de Química da UFMS, as universidades têm papel central no avanço das pesquisas científicas no país.

“No Brasil, a maior parte das pesquisas científicas é desenvolvida nas universidades públicas. Assim, a academia exerce papel central na produção de conhecimento qualificado, na formação de recursos humanos e na orientação técnica da sociedade e dos órgãos reguladores”, afirma.

Segundo ela, as associações também contribuem para ampliar o acesso à informação e reduzir estigmas em torno do uso medicinal da cannabis.

Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook Instagram.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *