“Três vezes por semana eu o encontrava, sempre no período na manhã”, diz vizinho de Bernal em audiência

Foto: Roberta Martins
Foto: Roberta Martins

Piscineiro também falou e conta ter trabalhado no local até o último o sábado que antecedeu o fato

No segundo dia de audiência de instruçãodo ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, acusado de matar o fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, o vizinho Jamil e o piscineiro Eunício Rodrigues da Silva forma chamados na condições de informantes na sala da 1ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum.

Durante os questionamentos, Jamil afirmou ser vizinho de muro de Bernal entre 10 e 12 anos. Ele ainda disse que via o ex-prefeito no local “Estava constantemente lá, pelo menos três vezes por semana eu o encontrava, sempre no período na manhã” pontua.

Sobre a condição da residência ⁠”abandonada nunca esteve, o serviço de jardinagem era feito pelo mesmo jardineiro da minha casa [..] e ele também tinha um piscineiro que entrava lá constantemente. E quando lavava garagem a água escorria para a minha residência que fica mais abaixo”, esclarece Jamil.

O vizinho de Bernal ainda conta que as câmeras foram colocadas na casa de bernal após conselho dele depois que um ladrão entrou na casa de bernal.  “Como vizinho, uma pessoa espetacular”, pontuou.

Em relação a vítima, ele disse que viu foto de Roberto Mazzini nos jornais no dia seguinte ao fato e o reconheceu como o homem que foi até a casa três ou quatro meses antes, e que não lembra de ter visto nenhum corretor da casa nessa ocasião. No dia do ocorrido ele diz que não estava em Campo Grande.

Em 18 de julho de 2025 a casa de bernal foi furtada, quando uma camiseta do corinthians com autógrafos de todo o time foi levada. Dessa vez Jamil conversou com bernal.

O psicineiro Eugênio Rodrigues da Silva, afirmou que trabalhava na casa toda quarta e sábado “Nesses 13 anos que eu fui lá ininterruptamente, a última vez que fui até lá foi no sábado que antecedeu o fato” esclareceu.

Ele afirma que bernal estava sempre no escritório aos fundos da casa e chegava a conversar com o ex-prefeito na varanda da casa “falando da vida, de política, várias vezes”, afirma. O piscineiro tinha chave da residência e entrava para fazer o serviço.

A defesa da vítima, Roberto Mazzini afirma que a casa foi adquirida por mazzini em fevereiro de 2026.

 

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