Diretora clínica afirma que falta de insumos e atraso nos pagamentos motivaram decisão; algumas especialidades manterão atendimento por causa da complexidade dos casos
Na última quarta-feira (29), a Santa Casa de Campo Grande anunciou a suspensão de cirurgias eletivas e de atendimentos ambulatoriais após uma decisão envolvendo médicos de diferentes especialidades. Segundo a diretora clínica do hospital, Dra. Isabela Falação, a medida foi tomada após relatos de falta de insumos, materiais cirúrgicos e atrasos nos pagamentos de médicos contratados como pessoa jurídica e autônomos.
Em pronunciamento, a diretora afirmou que a decisão busca cobrar soluções para os problemas enfrentados pelos profissionais.
“Como diretora clínica, é meu dever e minha responsabilidade ética e legal garantir a qualidade do atendimento e as condições de trabalho dos médicos. Fizemos uma reunião com os chefes de serviço e, mediante a escassez de insumos básicos, materiais cirúrgicos e o atraso de pagamento dos médicos, deliberamos que iremos paralisar os atendimentos ambulatoriais e também suspender as cirurgias eletivas”, afirmou.
Segundo Dra. Isabela, caso as pendências não sejam resolvidas no prazo de 30 dias, os médicos envolvidos no movimento poderão solicitar uma saída em massa da unidade.
Entre as especialidades que aderiram ao movimento estão cirurgia geral, cirurgia geral pediátrica, cirurgia cardíaca, cirurgia cardíaca pediátrica, cirurgia vascular, cardiologia intervencionista, urologia, ortopedia, radiologia, radiologia intervencionista, ultrassom e psiquiatria.
A diretora informou que alguns setores continuarão funcionando normalmente, como hematologia, oncologia e a equipe de transplante renal, devido à complexidade dos atendimentos realizados.
“Vale ressaltar que as especialidades de hematologia, oncologia e a equipe de transplante renal continuarão seus atendimentos normalmente, devido à complexidade desses pacientes”, explicou.
Ainda conforme a diretora clínica, os órgãos competentes, como Conselho Regional de Medicina (CRM), Ministério Público e gestores da Saúde do Estado e do município, já foram comunicados sobre a situação.