Revitalização do Horto começa com trabalho de presos do semiaberto em Campo Grande

Foto: divulgação
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Parceria entre entidades, Judiciário e Conselho da Comunidade inicia reforma com internos na limpeza e manutenção do espaço público

A revitalização do Horto Florestal, em Campo Grande, começou oficialmente nesta segunda-feira (2) com a utilização de mão de obra de internos do regime semiaberto. A ação faz parte de uma parceria firmada entre o Sistema Comércio MS (Fecomércio-MS, Sesc MS e Senac MS) e o Conselho da Comunidade da Capital, dentro de um programa de ressocialização acompanhado pela 2ª Vara de Execução Penal.

Neste primeiro momento, 15 internos foram designados para atuar na limpeza e manutenção da área, que possui cerca de 4,3 hectares e fica na região central da cidade. O trabalho integra a primeira etapa do projeto de reforma completa do espaço, que deve receber intervenções estruturais ao longo dos próximos meses.

Segundo o presidente do Sistema Comércio MS, Edison Araújo, o convênio firmado agora permite o início prático das obras, após meses de tratativas para viabilizar a recuperação do local.
Ele explicou que a proposta é avançar gradualmente, começando pela organização e limpeza da área, para depois seguir com as etapas de reforma e instalação de novos equipamentos.

O projeto também conta com apoio da Polícia Militar Ambiental e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, além do acompanhamento do Poder Judiciário, responsável por autorizar e fiscalizar a participação dos internos nas atividades externas.

De acordo com a coordenação do projeto, a intenção é preservar a vegetação existente e transformar o Horto em um espaço mais estruturado para lazer, convivência e atividades culturais. Entre as melhorias previstas estão recuperação de calçamento, manutenção de áreas verdes, construção de espaços de convivência, equipamentos para prática esportiva e áreas destinadas a eventos.

O investimento inicial estimado é de aproximadamente R$ 3,5 milhões, destinados à manutenção, reformas estruturais e implantação de novos espaços. Parte das melhorias deve ser concluída ainda no segundo semestre deste ano.

O juiz Albino Coimbra Neto, responsável pela execução penal na Capital, destacou que o trabalho externo é permitido para internos do regime semiaberto desde que haja controle e acompanhamento. Segundo ele, além de contribuir com a recuperação de espaços públicos, a atividade também faz parte do processo de reintegração social.

O magistrado explicou que, conforme a legislação, o trabalho pode reduzir o tempo de pena e já é adotado em outras áreas públicas da cidade, desde que haja autorização judicial e supervisão permanente.

A revitalização do Horto Florestal é tratada como uma das principais intervenções em área pública previstas para este ano na região central da Capital, com a proposta de devolver o espaço à população após um período prolongado sem reformas estruturais.

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