Queimadas ameaçam comunidade da Barra do São Lourenço

No último final de semana, as queimadas do Pantanal atingiram a Barra do São Lourenço (MS), e pela primeira vez, as chamas ameaçaram consumir as casas da região.

Distante 211 quilômetros, e cerca de 33 horas de barco ao norte de Corumbá, a comunidade sofre agora com problemas respiratórios.

De acordo com o presidente da ONG (Organização Não Governamental) Ecoa, André Siqueira, a longa exposição da população à fumaça da região é preocupante, e pela primeira vez em oito meses, o comportamento do fogo no Pantanal ameaça ceifar a vida das pessoas nas comunidades ribeirinhas.

“Nesses 60 a 90 dias de incêndios mais intensos e que vem batendo recordes desde junho, as fumaças vindas de Porto Jofre [MT] provocam dificuldades respiratórias por conta do [CO] monóxido de carbono emitido. Cuiabá por exemplo, estava com 738 [ppm] partículas por milhão”, disse André. A máxima aceitável de CO na atmosfera é de 50 partes por milhão.

O presidente da Ecoa salientou que, esse tipo de levantamento começará a ser feito em Corumbá, para determinar a densidade de poluição à qual a população está exposta por conta dos incêndios no bioma.

“O levantamento é importante para sabermos o impacto na vida dessas pessoas que estão há mais de três meses, 24 horas por dia, inalando fumaça com puro monóxido de carbono”, reiterou Siqueira.

Em uma pesquisa, já realizada pela Ecoa nas comunidades ribeirinhas de Aquidauana, Ladário e Corumbá, foi possível constatar que as queimadas no Pantanal já estão afetando a saúde da população.

Foram relatados sintomas como: febre, dor nos olhos, dor de cabeça, náusea e vômito, tudo associado à poluição atmosférica, conforme o presidente da ONG.

Com equipes de brigadistas voluntários in loco, Siqueira afirmou que a preocupação de agora é com o incêndio que se expandiu da Serra do Amolar (MS) e que ameaça as comunidades ribeirinhas de São Francisco e Paraguai-Mirim.

Desde domingo (27), os esforços de combate às chamas se concentram na Reserva Particular do Patrimônio Natural Eliezer Batista, onde estima-se que cerca de 10 mil hectares já tenham sido consumidos pelo fogo. Acesse mais notícias.

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