Iniciativa apresentada pelo Ministério Público prevê atendimento integrado a vítimas e familiares, com encaminhamentos para serviços de saúde, assistência social e orientação jurídica
Ponta Porã poderá integrar uma rede de atendimento voltada a pessoas vítimas de crimes violentos e seus familiares. O Projeto Acolhida, desenvolvido pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), foi apresentado ao município nesta quarta-feira (4), durante reunião que também discutiu a possível adesão da cidade à iniciativa.
A proposta foi apresentada pelo Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais Violentos (Navit). Participaram do encontro o promotor de Justiça Ricardo Rotunno, membro colaborador do núcleo, os promotores Magno Oliveira João e William Marra Silva Júnior, titulares da 5ª e da 6ª Promotorias de Justiça da comarca, além do prefeito Eduardo Campos e da secretária municipal de Governo, Alexsandra Consalter Campos.
O projeto busca organizar uma rede integrada de proteção e atendimento para vítimas diretas e indiretas de crimes como feminicídio, homicídio, vicaricídio e latrocínio, sejam eles tentados ou consumados.
A ideia é estabelecer um fluxo de atendimento que permita identificar as necessidades de cada caso e encaminhar vítimas e familiares aos serviços disponíveis. Entre as áreas envolvidas estão saúde, assistência social, orientação jurídica e outras políticas públicas.
A apresentação do Projeto Acolhida em Ponta Porã ainda não significa que o município já tenha aderido à iniciativa. O encontro serviu para apresentar as diretrizes e avançar nas negociações para uma possível implementação.
Em 2026, o projeto também foi apresentado pelo MPMS em Corumbá, Ladário, Fátima do Sul, Jateí, Vicentina, Jardim, Guia Lopes da Laguna, Aquidauana, Anastácio, Ribas do Rio Pardo, Deodápolis e Maracaju.
Já contam com o Projeto Acolhida implementado, segundo o Ministério Público, Campo Grande, Dourados, Chapadão do Sul, Corumbá, Ladário, Jardim, Guia Lopes da Laguna, Jateí, Glória de Dourados, Itaporã e Amambai.
Para o promotor Ricardo Rotunno, a aproximação com Ponta Porã pode contribuir para ampliar a proteção oferecida às vítimas e aproximar os diferentes órgãos envolvidos no atendimento.
Criado em 2021, o Projeto Acolhida tem como base a integração entre o MPMS, o poder público municipal e os demais integrantes da rede de proteção.
A partir dessa articulação, a proposta é avaliar as necessidades de cada vítima e fazer os encaminhamentos necessários dentro da rede de serviços. O modelo também busca reduzir a revitimização e garantir que pessoas afetadas pela violência tenham acesso ao suporte necessário após o crime.