Pesticidas matam araras azuis em MS

Foto: Carlos Cézar Corrêa
Foto: Carlos Cézar Corrêa

A morte de três exemplares de arara azul por envenenamento em uma propriedade no Pantanal foi relatada em um artigo publicado dia 10 de março de 2021 pela Revista Nature, uma das mais influentes no ramo da ciência.

O proprietário, que as encontrou no ano de 2014, encaminhou as aves para o Instituto Arara Azul. Durante a necrópsia viu-se quadro compatível com envenenamento, sendo feita a retirada dos órgãos viscerais para análise de pesticidas e agrotóxicos no Centro de Serviço Toxicológico – Ceatox Unesp Botucatu. Foi detectada alta concentração de Phosdrin/Menvifos (158,44ppb), produto encontrado em pesticidas para controle de ácaros, carrapatos e insetos de interesses pecuários.

Arara azul (Anodorhynchushyacinthinus) envenenada no Pantanal. Foto: Carlos Cézar Corrêa

De acordo com o artigo das biólogas Eliane Vicente e Neiva Guedes, o que preocupa ainda mais é o impacto residual dos pesticidas, que promove mudanças de comportamento em muitos organismos, afetando fases importantes de desenvolvimento ou aspectos biológicos como por exemplo a reprodução.

Em contraponto está o aumento da liberação do uso de pesticidas no Brasil desde 2019. Sabendo da importância do desenvolvimento ecônomico, o Instituto Arara Azul luta por subsídios e alerta na formulação de políticas públicas que envolvam a biodiversidade, para que se apoiem também no conhecimento científico.

O ocorrido, apesar de ter sido um caso isolado, serviu de alerta para o uso indevido desses produtos, uma vez que podendo ser carregados pela água, infiltram-se nos solos e, ao entrar em contato com a pele e mucosas dos animais, pode os levar a óbito.

Através de seus projetos de pesquisa e conservação, o Intituto Arara Azul se vê no papel de transmitir à sociedade os resultados conquistados ao longo de 30 anos, como é o caso do Projeto Arara Azul.

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