O futuro é reflexão de palestra que fez desafio a Capital

“O sucesso de projetos de longo prazo não podem partir do Poder Público”

Silvio Barros – Consultor de Desenvolvimento e ex-prefeito de Maringá

Na noite da última terça-feira (6), Campo Grande foi desafiada a olhar para o futuro e se moldar a uma reforma de conceitos tecnológicos, econômicos e sociais que o planeta atravessa. Uma transformação que o Primeiro Mundo já debate há pelo menos duas décadas, e que o Brasil deixará para se incluir às pressas, conforme análise do ex-prefeito de Maringá, Silvio Barros, na palestra “Sociedade Civil, protagonista do futuro da cidade”, apresentada no Auditório Carroceiro Zé Bonito, da Santa Casa de Campo Grande, sob o olhar seleto de oitenta pessoas.
“Como você descreve a cidade que você quer melhor para a frente? Um lugar saudável, seguro, pujante? Seja qual for o projeto de longo prazo ele deve ser de responsabilidade da sociedade civil organizada não de um prefeito, do Poder Público. Porque se for, independente da qualidade do projeto ele ficará submetido à descontinuidade política de alguém, à situação comum de eleições, que é se contestar a plataforma do outro para vencer a disputa. E dessa maneira, se ocorrer a negação, o que vencer usando o discurso de contestar terá que manter isso na gestão e quem perde com isso? A sociedade.”, fala Barros, irmão do ex-ministro da Saúde,Ricardo Barros, que também administrou Maringá, escolhida no ano passado como a melhor cidade para se viver no Brasil, entre as 100 com mais de 273 mil habitantes. Os indicadores foram definidos pelo Índice Desafios da Gestão Municipal (IDGM).

De acordo com Silvio Barros, que também já foi Secretário de Estado de Turismo no Amazonas e no Paraná,onde também já ocupou a pasta de Desenvolvimento Urbano, as cidades deveriam ter pressa em se adequar a um novo tempo, que terá grandes rupturas na próxima década.
“Para a minha cidade ser a melhor do Brasil, foram três décadas de trabalho. Já quanto a essa adaptação do que virá é algo que precisa ser encarado hoje, pois a partir de 2020 o que se projeta é algo muito diferente. Será que Campo Grande saberá se organizar para esse momento?”, indagou na palestra em que citou carros voadores e imóveis sem estacionamento.

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