Hospital de Câncer realiza cirurgias em menor escala nesta semana

HCAA
Divulgação/Assessoria

O Hospital de Câncer de Campo Grande Alfredo Abrão está com o Centro Cirúrgico funcionando em menor escala nesta semana, realizando apenas procedimentos de maior urgência. O local realizou 80.218 procedimentos em 2021, e no momento, a diretoria está em processo de ajuste de pagamentos aos anestesiologistas, que são terceirizados. O atraso salarial de mais de 20 dias causou dor de cabeça e de certa forma prejudicou atendimentos, mas a diretoria afirma que as quitações, que tiveram início na semana passada, devem ser finalizadas até dia 18, próxima sexta-feira.

A redução de procedimentos cirúrgicos foi confirmada pela assessoria de comunicação do Hospital, que destacou que não há fila para cirurgia mamária, e que os procedimentos eletivos foram remarcados. “Nosso Centro Cirúrgico funcionará em menor escala nessa semana, com cirurgias de maior urgência, as eletivas serão remarcadas. Nossa administração já está em negociação com os representantes dos anestesistas para que logo possamos normalizar os procedimentos.”

Conforme o diretor-presidente, Amilcar Silva Júnior, os depósitos começaram a ser feitos na última sexta-feira (11). Além da questão financeira, o hospital afirmou em nota que muitos profissionais tiveram de ser afastados por conta da COVID-19, mas que nunca suspendeu as atividades. A diretoria alega um cenário de crise para a ocorrência de atrasos financeiros, mas afirma que está resolvendo.

“A Diretoria-Executiva do HCAA conversou com os representantes dos médicos e juntos chegaram ao consenso sobre providências necessárias para sanar as exigências, até o dia 18, entre elas a regularização do atraso de 20 dias no pagamento dos honorários desss médicos. Também estão sendo feitos ajustes/negociações com os serviços externos/ anestesiologistas/exames de imagens, dentre outros, para que os serviços em prol dos pacientes não sejam prejudicados, bem como a disponibilização/ normalização dos estoques de insumos de acordo com a disponibilidade do mercado.”

Na Capital, o Hospital de Câncer é referência no atendimento a pacientes oncológicos e em 2021, mesmo na pandemia, conseguiu realizar pelo SUS (Sistema Único de Saúde) mais de 80 mil procedimentos no ano, sendo: 3.800 consultas/mês, totalizando 45.602; 388 cirurgias por mês, totalizando 4.644 no ano; 1.200 quimioterapias por mês, com total de 14.400 ano; 150 processos de radioterapias ao mês, com total de 1.800; 645 tomografias ao mês, com 7.740 ao ano e 500 mamografias por mês, totalizando 6.032 ao ano.

Outro assunto levantado na semana passada e importante para a continuidade dos atendimentos foi sobre a retensão de emendas parlamentares do deputado Luiz Ovando e da senadora Soraya Thronicke, no valor de R$ 790 mil, pelos cofres da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). Os parlamentares que já haviam quitado os recursos cobraram a Prefeitura de Campo Grande para que fizesse o repasse à unidade. A pasta respondeu em nota, ao jornal O Estado, que os recursos seriam pagos ao hospital nesta semana. A Sesau disse que requereu um plano de trabalho ao Hospital de Câncer, “e por questões de inconsistências o mesmo precisou ser refeito para que o repasse pudesse ser efetuado”.

Fora essa questão, a Sesau informou ainda que mantém o contrato com o hospital em dia, e que estão sendo repassados todos os valores devidos em relação ao convênio, não havendo, portanto, nenhuma pendência financeira.

Questionado, o hospital confirmou, via nota, que “não há atrasos por parte da prefeitura referente aos pagamentos da contratualização do município com a FCPMS/HCAA”.

O Hospital de Câncer afirmou ainda que enfrenta dificuldades, assim como todas as instituições de saúde do país, e que em razão do alto custo de atendimentos, os valores em caixa não são suficientes para cobrir as despesas. “O HCAA é uma unidade hospitalar filantrópica com 99% dos pacientes oriundos do SUS, beneficente, atuando para salvar vidas. Como sabemos os recursos/tabelas de produção deste segmento são insuficientes para cobrir os altíssimos custos dos tratamentos oncológicos, sendo necessários auxílios para cobrir o crescente deficit.” (Texto: Rayani Santa Cruz)

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