Fumacê deve retornar somente em janeiro de 2020

Ação faz parte do combate a dengue e passará por todos os bairros da Capital

Os veículos do fumacê, que passam por todos os bairros de Campo Grande, estão previstos para começar apenas em janeiro de 2020. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) tinha a previsão de receber até sexta-feira (20) um novo inseticida do Ministério da Saúde, no entanto, o produto não chegou. Os fumacês estão desabastecidos desde maio deste ano a espera do produto. Quando o inseticida chegou, em agosto, o produto foi reprovado para uso por meio de testes, tendo que ser substituído. O novo lote deve chegar ainda neste mês. Os carros são aliados no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Mesmo sem o recebimento, a secretaria já iniciou um planejamento técnico de como será usado e quais os métodos para aplicação do produto. O pedido consta em 1000 litros do inseticida, que possivelmente será usado em bombas costais dos agentes de saúde, e, dependendo da incidência da área, também em carros distribuídos de maneira igualitária em todos os bairros.

De acordo com a Sesau, um estudo está sendo feito para decidir o uso. Se as bombas costais forem necessárias, um quadro especial de agentes de saúde será destinado para aplicação do inseticida, nas casas e terrenos. Dentro das ações de campanha contra a dengue, o fumacê é aplicado todos os anos entre os meses de janeiro a abril, que são considerados críticos para proliferação do mosquito transmissor da doença.

Os casos em MS

O último boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde), divulgado na quarta-feira (18), mostra um aumento no número de casos de dengue. Até o dia 11 de dezembro, Mato Grosso do Sul tinha 64.301 notificações da doença. Em uma semana, os registros subiram para 65.608, 1.307 casos a mais em uma única semana.

Dos 79 municípios, apenas Inocência, Juti, e Paranhos estão com média incidência de casos de dengue. As demais cidades constam com alta incidência. O número de casos confirmados no Estado em 2019 é de 39.745, sendo somente na Capital 21.473. Ao todo, 27 pessoas já morreram em função da doença.

(Texto: Graziella Almeida Colaborou RC)

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