Casos avançam pela área urbana e preocupa autoridades locais
Nesta sexta-feira (20), a escalada da chikungunya, que já atinge tanto a Reserva Indígena quanto na área urbana de Dourados levou o prefeito Marçal Filho decretou situação de emergência em saúde pública na região.
A decisão veio após reuniões com autoridades e técnicos da saúde, diante de um cenário que piora a cada dia. O decreto permite acelerar medidas e liberar recursos para tentar conter a epidemia.
Os números são preocupantes, só nas aldeias, já são 936 notificações, com 846 casos prováveis e 274 confirmações. O surto também deixou um rastro grave de atendimentos hospitalares, internações e quatro mortes confirmadas.
O que antes estava concentrado nas comunidades indígenas agora avança pela cidade. A procura por atendimento disparou e unidades de saúde já sentem o impacto. Bairros como Jóquei Clube, Jardim dos Estados, Piratininga, Caiuás e Novo Horizonte estão entre os mais afetados.
O decreto tem validade inicial de 90 dias e pode ser prorrogado. A medida leva em conta o aumento acelerado de casos, o risco de sobrecarga no sistema de saúde e a necessidade de resposta imediata.
A avaliação de especialistas é de que o cenário ainda não atingiu o pico. Existe risco real de agravamento, principalmente porque Dourados atende pacientes de cerca de 35 municípios da região.
Outro ponto de atenção é a possível subnotificação. Muitos casos podem ter sido tratados como dengue, já que os sintomas se confundem, mas a chikungunya costuma causar dores muito mais intensas e duradouras nas articulações.
Equipes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde já estão na cidade para reforçar o combate à doença. O foco é ampliar o atendimento e atacar diretamente o mosquito transmissor, o Aedes aegypti.
As ações incluem reforço no número de profissionais, visitas domiciliares, busca ativa de casos e eliminação de criadouros. O efetivo, que começou com sete integrantes, deve triplicar nos próximos dias.
Mesmo com a mobilização das equipes, o avanço da doença depende também da população. A orientação é eliminar qualquer ponto de água parada, principal ambiente de reprodução do mosquito.
Autoridades alertam que medidas simples, feitas dentro de casa, podem reduzir significativamente o número de casos. Sem esse esforço coletivo, o surto pode ganhar ainda mais força.
A corrida agora é contra o tempo para evitar que a situação saia ainda mais do controle.
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