Poucos chegam aos 60 anos de sacerdócio carregando a mesma convicção que os motivou no primeiro dia de missão. Nesta sexta-feira (31), a Arquidiocese de Campo Grande celebra o Jubileu de Diamante de Dom Vitório Pavanello, bispo emérito que completa seis décadas de vida presbiteral. Aos 90 anos de idade e com 44 anos de ministério episcopal, ele afirma que a maior alegria da caminhada nunca esteve nas homenagens, mas em servir a Deus e às pessoas.
A Missa em Ação de Graças será celebrada às 19h, na matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, localizada na Avenida Manoel Ferreira, 171, no bairro Santo Antônio, em Campo Grande. A celebração será aberta à comunidade e, após a liturgia, os fiéis participarão de um ágape fraterno, em um momento de confraternização.
Primeiro arcebispo emérito da Arquidiocese de Campo Grande, Dom Vitório explica que a iniciativa das homenagens partiu do atual arcebispo, Dom Dimas Lara Barbosa, e da comunidade arquidiocesana. Segundo ele, sua intenção era celebrar apenas a Eucaristia, mas acolheu com gratidão o carinho preparado pelos fiéis.
“Eu queria simplesmente celebrar uma bela missa, porque para mim o que vale é o lado do culto. Mas a comunidade quis também organizar uma homenagem. Eu acolho a vontade dos meus irmãos.”
Para Dom Vitório, o jubileu não representa apenas uma data comemorativa. É também um convite para recordar o verdadeiro sentido da vocação sacerdotal.
“O padre é uma pessoa chamada por Deus para ser a imagem do filho dele, Jesus Cristo, a serviço do povo de Deus, a exemplo de Jesus.”
Ao refletir sobre a missão da Igreja, o bispo emérito explica que o sacerdote é chamado a anunciar o Evangelho, celebrar os sacramentos e caminhar ao lado das pessoas em todas as fases da vida.
“O padre também é um pastor. Ele deve animar, acolher e estimular o povo a viver o amor de Deus. E o amor se concretiza na solidariedade, na proximidade e na solução dos problemas.”
Durante a entrevista, Dom Vitório também recordou momentos que marcaram sua trajetória. Entre eles, o acompanhamento espiritual de pessoas que encontraram serenidade diante da doença e da morte. Para ele, são essas experiências que dão sentido aos 60 anos de sacerdócio.
“A minha vida é para salvar, a minha vida é semear esperança, a minha vida é construir a paz no coração.”
Ao longo da conversa, o arcebispo emérito também destacou que a fé se manifesta em gestos concretos de solidariedade e citou o exemplo de empresários que geram oportunidades de trabalho como forma de promover o bem comum. Segundo ele, a missão cristã também se expressa no compromisso com o próximo e na construção de uma sociedade mais humana.
Para encerrar, Dom Vitório fez um convite para que a comunidade participe da celebração, ressaltando que o momento é, acima de tudo, um ato de gratidão.
“Eu quero convidar a todos a louvar a Deus, porque Deus me chamou para esta missão.”
A celebração reunirá bispos, sacerdotes, religiosos e fiéis para homenagear uma trajetória que ajudou a construir a história da Arquidiocese de Campo Grande. Mais do que recordar datas, o Jubileu de Diamante celebra uma vida dedicada ao anúncio do Evangelho, ao acolhimento das pessoas e ao serviço da Igreja.
Por Sandra Salvatierre
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